Uma sociedade de memória curta
Que esquece suas mazelas,
Sua injustiça, suas lutas
Noticiário só se depois vier novela
Uma sociedade com memória seletiva
Se o caldo entorna pro seu lado
Busca-se uma alternativa
Se não, pra que ficar transtornado?
É criança pendurada na janela
É fome, é opressão, é morte
É cassetete e corpo estirado no chão
Mas por quem batem nossas panelas?
Quem nelas bate tão forte?
Quem é que as têm nas mãos?