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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Transitando direta e indiretamente

Viver é coisa estranha, mas de uma estranheza boa. Cada ser humano deve ter, penso eu, sua maneira de se entender 'vivendo'. Na maioria das vezes, quando não consigo listar minhas obrigações, literalmente, é como se eu não funcionasse. E, pela mania de utilidade que me foi tatuada na alma pela sociedade da praticidade, não funcionar, no sentido de não ter função prática, é não viver.

Minha máxima descartiana seria 'Listo, logo vivo' e, seguindo a lógica inversa, não listar, para mim, é não viver.

Ora, quando isso está no inconsciente, maquiado pelos pensamentos mais estranhos, não é de praxe eu me incomodar. Mas, eis que a lógica da minha definição de vida resolveu transitar para o lado consciente do cérebro. E essa transição se fez sentir — não pelos passos no assoalho, mas pelos pensamentos  desencadeados. Parece que a minha definição de vida trouxe consigo pensamentos-chave que me ajudam a decifrá-la melhor. Disso concluo que, assim como eu, minha definição tem mania de esquecer de trancar portas.

As perguntas desencadeadas são: eu estou vivendo? eu vivo certo? há jeito certo de viver?

Não sei. Mas será que meu jeito de viver é puramente uma lista? Investigando, meio que lembrei do meu lado matemático. Acho que eu vivo, na verdade, fazendo balanços da minha própria vida. Não seria melhor deixar os balanços para quando realmente forem necessários? Para quando, por exemplo, o filminho de uma vida inteira resolver passar diante dos meus olhos? 

Enquanto isso, vou existindo e vivendo do jeito matemático que sei. E, para isso, me ajudam as listas:

- atualizar meu cantinho
- visitar blogroll
- definir poses para ensaio fotográfico hobby
- ver pautas da aula de Núcleo
- leitura - livro prova
- leitura - livro clube

E esse post só existe porque eu queria fazer uma mesclagem de observações sobre os filmes "Medianeiras" e "Her". Definitivamente, isso vai ter que esperar um outro post.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

3 séries favoritas


Se me perguntassem há um tempo atrás qual a invenção humana mudou minha vida, eu citaria sem pestanejar: internet. Brincadeirinha. Pensando bem, acho que responderia o livro ou a maneira como os seres humanos conseguiram armazenar informação e passar adiante.

Enfim, estava escrevendo isso para chegar em algo como 'o Netflix é a grande sacada humana da vez, mas ainda bem que meu cérebro brecou essa gafe-merchan. Não. Não vamos ter introdução com sentido hoje. Não, o que você está lendo nesses dois parágrafos iniciais não vai fazer conexão alguma com o título ou com  finalidade do post. Sério, não previ isso. 

Vamos às minhas séries preferidas? Acho melhor.

Grey's Anatomy

Fui uma criança pobre. Na minha infância ficamos sem tevê por uns bons meses e eu delirava olhando fixamente para a lâmpada acesa, imaginando o que estaria se desenrolando em Ilha Rá Tim Bum. Isso tudo para dizer que se tevê foi raridade por um tempo, imagina canal fechado.

Por conta disso, meu primeiro contato com Grey's Anatomy foi pelo SBT. Foi paixão imediata. Não sei o que eles fazem em pilotos, mas realmente cativam a gente de uma maneira hipnótica.

Mas aí, cês sabem como é o SBT: quando a audiência tá boa eles reprisam sem dó nem piedade, nem querem saber se acabou de acabar. E não sei bem como foi Grey's Anatomy, mas a série ficou sambando de horário em horário e eu não pude mais ver.

Até que, um dia, eu descobri algumas temporadas no YouTube e assisti tudo o que deu. E, mais pra frente, comprei um box de uma temporada e assisti um episódio  atrás do outro, compulsivamente. Quando fiquei à míngua, ganhei a temporada seguinte em um amigo secreto. Daí, chegou o Neflix na minha vida e eu tirei o atraso até a 10ª temporada. E, cá estou eu, me segurando para não devorar a 11ª ...

Orange is the new black

Eu jamais optaria por assistir a essa série. Quando se fala em cadeia, já imagino algo meio 'Tropa de Elite' e algo na minha cabeça grita 'Próximo'. Esse drama todo que reflete a realidade definitivamente não é pra mim. Mas aí, um dia, sem querer, resistindo muito, eu acabei assistindo um episódio.

Se eu disser para vocês 'nossa, amei de cara' estarei mentindo descaradamente. Eu não consegui 'amar de cara' porque estava esperando aquela cena pesada, aquela violência, aquela coisa que te faz querer ver isso e isso para amenizar a vida. Eu assisti com tanta aflição e tão sem pretensões de prosseguir que comecei pelo episódio 4 ou 5.

Quando por fim meu cérebro captou a proposta da série, tive que voltar os episódios para assistir na ordem. E, em tempo recorde (sério, bem mais rápido do que escrever esse post, no qual estou desde o dia 03/09 ~pasmem~), tipo uns diazinhos, eu assisti tudo. Eu praticamente engoli a série.

Nesse meio tempo de seca total de Orange is the new black, acabei assistindo esse vídeo da Jout Jout que ensina como o fã deve se programar para não ficar na abstinência de suas séries preferidas. Mas eu ouvi? Nops. Só sei que em um final de semana próximo à estreia da 3ª temporada, eu não vivi, só assisti. Sem parar.

Glee

Um dia estava eu, assistindo Grey's Anatomy quando chego em um episódio lindo e escuto Total eclipse of the heart. Cês querem saber como meu cérebro funciona pra música? É assim: vem flashs de pura nostalgia. Eu pensei: "Nossa, como eu me permiti esquecer dessa música linda que um dia eu ouvi na vida? Não, Andressa. Cê não pode se boicotar assim". Daí, corri para o youtube e achei essa versão cantada em Glee. Quer motivos maiores para amar a série e acompanhar?

Sério, como pode existir tanta lindeza em uma série musical?

Daí entra o detalhe: eu não acompanho freneticamente justamente porque amo as músicas e, não sei vocês, mas quando gosto de uma música, eu escuto trocentas vezes. E isso me faz entrar em pegadinhas mentais, porque tenho problemas. Ao invés de baixar a música e repetir no PC, eu  prefiro complicar o que é fácil. Então, começo a buscar no google tutoriais de 'como repetir vídeos do  youtube automaticamente' porque já me sinto old frente às 'novas tecnologias'.

***

Enfim, saindo um post depois de um lapso temporal daqueles. Tanta coisa aconteceu nesse tempo, coisas triiiistes e coisas felizes porque, né, sou maniqueísta. Mas as coisas tristes, as boas e o maniqueísmo ficam pra outro post.