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sábado, 26 de março de 2016

Pequenos causos dos dias passados

Muito café coado nesse tempo de ausência

Tanta coisa aconteceu desde o último post - inclusive o rascunho de alguns textos com pretensão de serem publicados aqui. E, nesse meio tempo, eu baixei a bola e, mais uma vez, releguei o blog ao patamar de 'bloguinho das coisinhas diárias'.

Pois é, ele será apenas isso. Um lugar de desabafos e experimentações ~compartilháveis~. Quanto aos devaneios mais sigilosos que aspiram à notoriedade (oi??) da internet, estes continuarão na minha mente e naquele cantinho que eu só eu sei onde é e que não almejo compartilhar com o mundo, brigada.

Na verdade, esse post não pretende instigar teorias conspiratórias, Longe disso. Ele é apenas uma tentativa de organizar os anseios. Os meus, óbvio.

A verdade é que eu tenho feito coisas - bastante coisas, até -, mas não posso ficar quieta porque me parece que a vida está vaga.

Sim, eu não tenho postado, mas tenho feito coisas do tipo:

- Gravar vídeos desfocados;
- Tentar registrar minimamente as manifestações políticas ao meu redor;
- Me expressar diante da câmera do celular dizendo algo intelectualmente relevante;
- Planejar, escrever, editar e diagramar uma revista literária;
- Ir às aulas e fazer grande parte dos meus trabalhos feat apresentações em dia;
- Ler (até que pra fevereiro e março eu li relativamente bem mais do que nos últimos anos);
- Atualizar um site com uma frequência razoável, embora questionável;
- Ir à festas de 18 anos;
- Deixar de assistir séries de forma involuntária.

Este, claro, é um resumo bem por cima, mas que caracteriza bem meus últimos meses.

Fora isso, levei aquela rasteira da internet quando, há poucos dias atrás, notei que um ser humano havia me mandado uma mensagem em dezembro do ano passado dizendo que havia gostado muito do meu blog e que precisava falar comigo.

Me sentindo o pior dos seres humanos pela demora em notar o e-mail, eu abri e mensagem e a li. O conteúdo, para meu desprazer, de nada destoava de várias mensagens que a mesma pessoa havia enviado para muitos outros blogs - inclusive com os mesmos elogios vazios. Um spamzinho tão comum nos dias atuais. Normal da vida.

Depois desse leve choque de realidade, resignei-me de vez ao meu lugar na blogosfera. Sem aspirações ou pretensões. Bora tocar o barco com um post de cada vez.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Me desculpem, eu estou julgando

Foto para provar que: 1. Não faço a unha e 2. Encasqueto com foto alheia quando as minha próprias têm problemas
Eu prometi para mim mesma - e essas são as primeiras promessas que eu costumo quebrar. Será que alguém de psico me explica? - que manteria uma rotina "de blogueira": postaria com frequência e responderia aos comentários. Mas eu fiz isso? Não, eu não fiz.

Como lidar? São quantos comentários? Uns 5, no máximo e chutando alto. Mas parece que eu tenho um problema sério com o tempo. Ele passa e eu penso: sério que postei isso há mais de x dias??? Não creio. Enfim, tenho respondido aos comentários mentalmente porque é assim que eu sou. Eu respondo pra mim mesma e esqueço que alguém espera resposta. Nessas horas vocês devem se perguntar: por que Jornalismo, criatura??? (Não vou responder isso hoje porque esse post só vai existir se for estilo fluxo do pensamento, já saquei isso).

Eu vim postar esse texto estranho porque quero espantar as moscas, então quando comecei a escrever o post me dei conta de que estou julgando e-x-t-r-e-m-a-m-e-n-t-e as fotos alheias que encontro pelas redes sociais. Depois das aulas de fotografia que tive, me pego pensando: nossa, como essa foto tá borrada, mal enquadrada, escura etc. Parece uma neura, parece que desenvolvi uma espécie de TOC. E olha quem julga: a garota que não sabe focar. pausa para rir alto.

Gente, sou a pior pessoa pra julgar qualidade de foto alheia. Meu foco é estrábico, eu sou muito míope, sério. E por que isso? Pra que isso?

Não sei. Eu não me entendo, confesso. Eu olho fotos borradas e começo a divagar: nossa, será que ele não quis congelar o movimento?, será que tava escuro?, ou foi do celular e borrou? Aff, tô neurótica.

Alguém por favor, me lembre que existe coisa mais relevante que julgar foto alheia. Por que eu não olho as fotos e penso: "Nossa, essa pessoa curtiu o momento e nem se preocupou com pose. Isso é viver"??

Mas quando eu enveredo por esse caminho, parece que eu puxo a cordinha dos pensamentos todos. Será que eu vou terminar o livro do clube até domingo? É melhor eu chegar atrasada no encontro e ir lá na tal feira antes? O que eu levo de lanche, Meu Deus? Por que pensou tantas perguntas e não deixo espaço pra algumas respostas? Por que penso tantos "por quês"???

Talvez essas sejam as dúvidas existenciais que couberam a mim.