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terça-feira, 4 de julho de 2023

crises existenciais I



poderia ser um post no LinkedIn, mas quero me poupar


eu sempre brinco que roubei as vagas do pessoal de RP e Marketing porque, quando paro pra pensar sobre a minha trajetória profissional, é basicamente isso (claro, se eu for mandar a real sem embelezar tudo o que fiz com palavras bonitas e termos interessantes pro pessoal de RH ver).

no fim das contas é isso: enveredei pra social media, marketing, endomarketing, assessoria e por aí vai.

agora, estou enveredando pra gestão de projetos de comunicação e me pergunto: caramba, onde está a minha escrita? daí me lembro que está lá nos briefings que eu escrevo, nas legendas de posts e artigos pro site da firma. 

gente, cadê eu jornalista? kkkkkkk

às vezes me pergunto se sou só eu que me sinto assim ou se é desse jeito com todo mundo que fez jornalismo e não é "jornalista na prática".

acho que fiquei assim depois que me deparei com "empresária" escrito em um contrato, bem onde era pra estar a famigerada profissão. bagaça de MEI me dando crise existencial uma hora dessas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

caos eterno de uma mente que tudo sente

 




o caos em mim

chega de mansinho

e cresce rapidinho

me deixando assim


apreensiva e nervosa

com estômago embrulhado

vendo tudo embaçado

louca pra trancar a porta


e então minha mente corre

mas ao mesmo tempo está parada

congelada e travada

na mesma ideia porre


assim eu perco horas

depois me sinto vazia,

um reino da melancolia

pra fofoca das senhoras


que toda vez se encontram

nas esquinas de mim mesma

dizendo que sou uma lesma

sem pena elas me afrontam


e eu termino destruída

precisando me recompor

diante do pavor

que é viver a própria vida


sábado, 3 de abril de 2021

¯\_(ツ)_/¯


É só isso, não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não sei o que dizer
São só palavras...

Como é típico do meu BEDA, eu brinco com o perigo. A real é: faltam 12 minutos pra acabar o dia e eu lembrei só agorinha desse post. VOU FALAR DO QUE, MEU DEUS???

Juro pra você que eu achei que a inspiração viria enquanto eu digitava essa introdução capenga, porém não. Agora o que me resta é pensar rapidinho em um título e numa forma de encerrar esse post.

Sou péssima de BEDA, Jeová. Hora acordei umas 10h e eu pensei em várias possibilidades de temas para esse post, acredita? Juro por Deus hahahah Mas será que o fato de eu enrolar até às 13h para levantar, tomar café da manhã quase 14h eram indicativos de que o dia não seria como eu planejei? É uma possibilidade, afinal, nada tem sido bem do jeito que eu esperava.

Status de hoje: não respondi uma mensagem que era pra ter respondido ontem, mandei mensagens atrasadas pra pessoas que eu considero pacas porque essa sou eu: atrasada raiz.

É isso. Queria um título e uma ideiazinha de vídeo, pra continuar seguindo o ritmo. Poxinha, faltam oito minutos, será que vai?

***

Faltam sete minutos e achei o título. Obrigada, sem ooooooor. Nos últimos cinco minutos, achei o vídeo. Esse foi o BEDA de hoje. Desculpa qualquer coisa, não revisei hehehe (Faltando quatro minutos, o namo chegou querendo saber o que tô fazendo. Será que hora de abrir pra geral desse BEDA? Deus me defenda!


sexta-feira, 2 de abril de 2021

O que eu faço com a minha vida agora? Ahhh!!!


Ela não cansa, não cansa
Não cansa jamais
(HAHAHAHA beloved,
o que ela mais tá é cansadah 😘)

Acabei de cogitar que talvez esse BEDA seja uma ótima oportunidade de colocar pra fora todas as coisas loucas que eu venho pensando ultimamente. Poderia fazer isso no anonimato de uma terapia? Poderia, mas eu não organizei os temas desse mês, então vou de exposição desnecessária na blogosfera.

Então bora lá desabafar sobre os rumos que a vida tem tomado porque, afinal de contas, desabafo é o meu forte.

Primeiramente, preciso ressaltar que eu não faço ideia do que tô fazendo da minha vida. 

Tipo, eu tô fazendo uma pós e uma especialização. Ok, legal. Tô estudando italiano, o que sempre foi uma vontade minha. Daorinha. Também estou trabalhando em um emprego CLT estável - na medida do possível em tempos pandêmicos - e estou me organizando para tocar meus projetinhos. 

Mas tem tanta coisa ainda que eu quero fazer, tipo:

- tocar o trabalho voluntário no Museu da Pessoa;

- participar ativamente do LabPoetisas;

- participar das reuniões do Coletivo Tecelãs;

- fazer aulas sobre análise dos contos de Clarice Lispector;

- ler mais de Clarice Lispector;

- estudar melhor Google Analytics e Google Ads no curso da Digital House;

- fazer o curso de engajamento que tá lá parado no bailão;

- me dedicar aos meus igs pessoais;

- me inscrever em concursos literários - e ganhar;

- fazer a leitura coletiva de Mulheres que correm com os lobos;

- participar do desafio literário da Rory Gilmore;

- ahhhh,  alista é infinita, vou parar por aqui.

E, além disso, também quero guardar mais dinheiro e estudar sobre investimentos para começar a ganhar mais nessa bagaça. Alô, influencers financeiros, eu quero meu dinheiro trabalhando pra mim.

Enfim, quero muita coisa, eu sei. Já tentei organizar isso dentro da rotina, mas simplesmente não me sobra tempo pra cantar, ver BBB, tocar teclado ou jogar conversa fora comigo mesma. 

Também não me sobra tempo pra criar coragem pra me exercitar, quem dirá me exercitar. 

E o pior: se eu fizer essas coisas todas, quando que eu vou ter tempo de me sentir mal e me julgar pelas escolhas que fiz no passado???? Hein??

Que dilema, meu Deus.

Não é o propósito desse post, eu sei, mas gostaria de dizer que minha casa ficou infestada de pulga e tive que chamar a dedetização. É isso - o bom é que o sofá ainda não chegou.

***

Este foi o post de hoje do BEDA e tá tão bagunçado como a minha vida, as vozes da minha cabeça e o planejamento de conteúdo para este blog. Obrigada.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

As mágoas de março fecharam o verão: bem-vindo, abril!


Abril começou e assim, no susto, eu lembrei do BEDA. Quer dizer, eu tinha lembrado antes, mas foi um lembrar bem daquele jeito quando a gente recorda do compromisso com muita antecedência e só finge que ele não existe, sabe?

Pois bem, abril chegou e eu não planejei nadica de nada sobre o que escrever nesse mês, já que lá atrás eu resolvi deixar esse B.O. pra Andressa do futuro que, coitada, vai ter que lutar. 

E é por isso que a razão de ser desse post nada mais é do uma tentativa de não deixar a data passar batida por conta desse meu descuido. Então, resolvi fazer um post com aquilo que eu mais faço - Twitter que o diga - que é: desabafar e colocar pra fora as mágoas - que, adianto logo, foram muitas.


Desabafo sobre meus clientes - porém não só sobre eles, pois sou fã de indiretas

Te liguei, deve tá ocupadinho...
Tudo bem, tô com outro contratinho 

Esse mês eu cansei de ser a palhaça do freela, que fica se humilhando pra cliente. E o que eu fiz? Fui lá e arranjei mais três kkkkkkkkrying. Como dizia minha amiga - que ainda não sabe que é minha amiga, mas já considero pacas - Juliette Freire: "é paaaaaaaau!"

Claro que agora eu simplesmente não tenho vida, afinal tô conciliando - apesar desse meu equilíbrio dar aquela balançada marota às vezes. O importante é dinheiro na conta, né? Pois é, capricornianos entenderão.



Desabafo sobre pessoas que fizeram hora extra na minha vida

Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade PRA QUÊ?
QUERO SER FELIIIIIZ!!!
Bye bye, tristeza, NÃO PRECISA VOLTAR!!!

Sabe quando você tá nostálgica, lembrando das coisas que viveu no passado? Pois é, eu tava bem nessa vibe quando o WhatsApp resolveu me sacanear. Fui ouvir um áudio X e minha orelha grande resolveu que seria interessante fazer uma chamada de vídeo pra essa pessoa. Ora, ora, que legal. 

Mas poderia ser pior? Poderia sim. A pessoa em questão poderia RETORNAR A LIGAÇÃO EM VÍDEO ACHANDO QUE EU IRIA ATENDER!?!!?? Mas, assim, esse só um exemplinho bobo de como a situação poderia ser pior e não algo que realmente aconteceu. Não, imagina! Nunca que isso aconteceria comigo, a pessoa mais sortuda do mundo... Jamais. Enfim.


Desabafo sobre o jornalismo de merda e o coronavírus


No one can find the rewind button, girl
So cradle your head in your hands
And breathe, just breathe

Uma das coisas que mais me deixou mal foi uma junção de acontecimentos relacionados ao coronavírus. Nesse tempo, uma pessoa da família precisou ser internada e foi realmente um baque muito grande pra mim.

Minha ficha já tinha caído - afinal, só de acompanhar o noticiário e as redes sociais, é impossível não entender a gravidade da coisa. Mas essa foi a primeira vez que eu realmente senti pânico e impotência. 

Me senti tão inútil porque, no fim das contas, parece que a gente não é nada perto desse vírus. Parece que cada item desinfectado do mercado, cada dia de home office e cada dia sem sair de casa não significaram nada. E o pior: a situação foge do controle e tudo o que a gente desesperadamente quer é um botão de voltar.

No meio de tudo isso, uma jornalista foi em um grupo que participo pedir ajuda para encontrar personagens. Até aí ok, tenho minhas críticas a esse método, mas já senti na prática o quão útil ele é. Só que ela foi pedir algo absurdo: uma pessoa que tivesse morrido de causas naturais, mas que o atestado de óbito indicasse morte por coronavírus. E o pior: a fulana era chefe de reportagem de uma das maiores emissoras televisivas do país. 

Nessa hora dá uma tristeza, uma indignação enorme. Óbvio que o grupo tem várias pessoas sensatas que descascaram a fulana. Mas só de imaginar esse tipo de matéria sendo feito por aí em um dos piores momentos da pandemia é revoltante demais.

***

Enfim, esse é o primeiro dia do meu BEDA e eu realmente tinha desabafar. Ainda bem que só deixei esse post rolar porque, caramba, eu precisa muito disso.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

desespero

Reprodução/Google Images


eu deito
tento fechar os olhos
mas tudo em mim acorda
um grito agudo nasce em mim

me faço
ouvido às notas soltas
que ecoam na cabeça
a noite inteira - sem fim

levanto
e um dia novo raia
mas tudo em mim é velho
pesado, amargo, ruim

enxergo
o inverso do sonhado
do almejado, desejado
como seguir vivendo assim?

terça-feira, 3 de novembro de 2020

(Des)embarcar

Reprodução: Filme "O poço" (2019)


Eu teria que mudar tanta coisa em mim para que fosse bom para você, que, no fim das contas, seu não foi um alívio...

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Refém

Reprodução: Google Images

Quero silêncio,
quero sopro
e nostalgia.

Quero sossego,
quietude,
calmaria.

Mas vem a vida
e a rotina teima
em me pegar.

Serei barulho,
ventania,
folha no ar.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Fazer caber

Reprodução: Pexels

Tento me encaixar, demonstrar um pouco do que está dentro de mim. Mas há coisas que sussurram esconderijos e, por isso, as deixo aqui, dentro, escondidas, às vezes de mim mesma. Quando me lembro de procurá-las, o processo até achá-las é longo, demanda paciência.

Mas sigo tentando me fazer caber nos espaços pelos quais escolhi vagar. Não raramente me canso. É exaustivo se dobrar, entrar, sair, entrar de novo em outra posição com a única finalidade de se fazer caber ali. 

Tem vezes em que desisto, paro um pouco, sentada na borda de caixas pequenas demais. Mas qualquer brecha ou promessa nova de ampliar o espaço ao qual preciso me moldar me dá novo fôlego para tentar. Por isso insisto e finjo não reparar nos roxos que esse jogo de encaixar me deixa na pele.

Então finjo que basta, mas a perna formiga, o braço tem cãimbras. Não é meu lugar. Por isso me levanto, desistindo. E então não existe mais caixa. Estou aqui tentando apenas ficar confortável. Mas agora parece que sou exigente, que não aceito caixas... entenda, não é isso.

Eu apenas desisti. Não é que tenha chegado ao limite ou esgotado minhas forças. Apenas quis levantar. Dor e desconforto não faziam sentido, nunca fizeram.

Agora sigo em pé, a caixa aberta ao lado, vazia. Te olho. Quero saber se vai me ajudar a fechá-la e fazer dela um lugar de descanso onde podemos sentar juntos ou se vai permanecer encarando o vazio de uma caixa que já não serve para conter. 

Espero. Decisões levam tempo, então espero. 

Espero consciente do tempo que pode levar, mas também sabendo que, quando o pôr do sol se instaurar, vou me dirigir a um lugar onde possa sentar - seja ele uma caixa fechada ou outro canto qualquer.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Vazio

Acervo pessoal/Andressa Lima

Versos esvaziados
Colocados sobre a mesa
Quanto nisso há de tristeza?
Quanto há de confirmado?

Eu vejo a vida em preto e branco
E toda ela é craquelada
Minha lente está quebrada?
Ou meu tripé é que está manco?

Nada quer fazer sentido
Viver é sempre dolorido?
É esse eterno sobressalto?

Nos livros que tenho lido
Alguém me tem mentido
Quem ousa alçar voos mais altos?

sábado, 1 de junho de 2019

Sobre viagens e o tempo que insiste em passar

Acervo pessoal/Andressa Lima

Viajar me dá uma tristeza tão grande. Ver a paisagem passando esmaga meu coração.

Eu me lembro de tanta coisa, de deixar o Guarujá, do que vi, do que vivi e parece que estar em um trem ou ônibus em alta velocidade me faz perceber o quanto tudo passa tão rápido.

Viajar me faz perceber que somos bem pouco perto de tudo o que existe. Que não podemos com o tempo. Que só temos o agora. Que tudo vai passar.

Se tem uma coisa que acho difícil como capricorniana é deixar as coisas acontecerem e irem embora. Eu busco uma estabilidade que, se eu pensar bem, é quase como travar uma luta contra o tempo. Eu quero que as coisas continuem num mundo em que tudo está destinado a passar e a passar bem rápido.

Viajar é um balde de água fria em mim mesma. É um tapa na cara. É um lembrete constante de que o que eu quero é difícil, quase impossível. De que eu posso estar buscando algo que não vou encontrar porque simplesmente esse algo não existe.

domingo, 26 de maio de 2019

Entrelinhas

Reprodução: Pexels

O que eu sinto e o que eu vejo
têm um quê de desfecho
feito às pressas,
na hora errada.

Não é fácil, enlouqueço.
Cresce imenso o desejo
das promessas
encerradas.

Sem hora ou data eu recordo,
porém luto e acordo.
Tudo bem,
não há mal.

Então nasce outro dia
sem sentir-me vazia,
logo volto
ao normal.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

o que fazer com impressões? - parte 3

San Giorgio Maggiore at Dusk - Monet

enfim, estou anestesiada e não consigo esquecer aquela faísca que brilhou nos olhos dela enquanto dançava alegre sobre a linha que ela não podia cruzar.

o que isso diz sobre ela? e o que diz sobre mim e sobre o que eu sinto?

no momento em que eu soube que independentemente de tudo eu não estava disposta a abrir mão. entendi que esse é um assunto que preciso sepultar em mim.

sigo com uma certeza do que aconteceu. uma certeza que dispensa explicações, embora pareçam impressões de uma louca.

aprendi a me manter atenta para captar o que preciso quando minha intuição fala. só não aprendi ainda o que fazer com tudo isso que agora eu sei.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

o que fazer com impressões? - parte 2

Impressão, nascer do sol - Monet

por isso, antes de sair do apartamento, eu pensava em como seria nosso reencontro. e não foi tão regado à constrangimento como eu pensei que seria.

ela me abraçou e até se desculpou pelo que aconteceu no nosso adeus no aeroporto. eu nem lembrava mais.
a sensação que eu tive na hora foi de que ela achava que meu silêncio, de certa forma, foi uma resposta aquele episódio. só que não foi, de verdade não foi.

e então eu comecei a pensar no quanto eu relevo algumas coisas e voltei a lembrar daquele dia: será que é em um momento assim que a gente percebe as coisas como elas são de fato? mas, sei lá, inconscientemente eu prefiro não pensar muito nisso.

e também prefiro não pensar muito no que aconteceu e no que eu fingi não notar. mas é inevitável. os toques disfarçados, os olhares, a aproximação, a animação repentina...

no começo eu apenas neguei, mas estão me permiti a dúvida, me permiti observar com isenção. agi como eu quis agir e ocasionalmente captei o que rolava.

e então eu tentei ver as motivações. por que ela estava fazendo aquilo? e eu não tenho respostas. talvez o álcool, talvez uma espécie de troco ou a emoção de flertar com o proibido.


segunda-feira, 29 de abril de 2019

o que fazer com impressões? - parte 1

The Sant Lazare Station - Monet

a gente não se falou por um tempo e eu realmente fiquei chateada quando ela ignorou quase por completo a mensagem de feliz aniversário que eu mandei.

quase por completo porque ao menos ela curtiu... mas, sei lá, ficou faltando algo... nem que fosse um comentário com coraçõezinhos vermelhos, qualquer coisa que demonstrasse que a nossa amizade intensa não foi unilateral ou coisa da minha cabeça.

eu realmente esperei mais que uma curtida, esperei uma reação mais humana que demonstrasse que aquelas palavras que eu escrevi do fundo do coração tinham alcançado o coração dela.

mas eu admito: eu errei também. errei quando deixei as coisas me consumirem. errei quando não correspondi à tentativa dela de dar continuidade aquilo que surgiu genuinamente entre nós.

e eu sou assim. eu faço coisas intensas e loucas, eu aproveito o momento, eu abraço, eu digo que amo, eu aperto, eu digo "a gente vai se falar, a gente vai se veeeeeer", eu faço essas coisas. mas depois eu vivo outros momentos intensos e eu realmente não sei lidar com a distância, é algo que eu aprendi sobre mim.

as pessoas vão e eu tento manter um pouco das coisas como já foram, mas elas passam e se moldam a outros tempos, outros espaços.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Serasse é hora de dar tchau?

Reprodução: Frame de "Thank U, Next" - Ariana Grande

É incrível como eu tenho 0 jeitos de colocar o famigerado ponto final nas coisas que precisam ser encerradas na minha vida. Eu até faço isso, mas por puro acaso que eu acho que é fruto do alinhamento planetário que colabora para que as coisas se concluam por si só. Porque quando sou euzinha quem precisa fazer o "thank u, next", é de praxe começar uma odisseia que sempre (seeeeempre) dá ruim.

E isso acontece (suponho eu) por conta da minha indecisão. Eu sempre fico num eterno "serasse" até que a vida me mostra que, mais uma vez, eu perdi o time.

Daí, agora que estou na vibe "o que eu preciso aprender com tudo isso que estou vivendo?", eu fico muito focada em achar padrões de comportamentos só para falar "a-haaaaaaaa, é isso". E o clichê é que tenho notado esses padrões na área mais badalada da vida de toda capricorniana: o trabalho.

Novamente Andressa está com dois empregos e dispostíssima a viver sua melhor versão de Julius. Só que, analisando meu histórico proletário, as coisas sempre caminham para essa conjuntura onde eu tenho que decidir se me equilibro entre duas firmas ou se faço a fina no adeus para manter as portas abertas. O ponto é que nem sempre eu quero manter as portas abertas. Tem portas que eu gostaria de trancar e tacar a chave fora, simples assim. Mas eu fico sendo política, disponível e me desdobro pra parecer grata pela oportunidade.

A questão é que agora eu sinto que vai dar bom apesar de meu sensor de alerta gritar "eeeeeeeei, olha o padrão. Sai vazada". Eu sinto que finalmente vai rolar de forma tranquila, mas fico com medo porque tenho um TCC pra entregar nesse semestre, além de vários projetinhos pessoais que estou arredondando na minha cabeça.

Fico com esse questionamento: esse padrão quer me mostrar que eu preciso parar de fazer esses malabarismos com meu tempo ou aprender um jeito de vivenciar isso? 

O fato é que dar goodbye quando a situação não é do tipo "okay, Andressa, realmente isso precisa ser encerrado já!!!" é um desafio pra mim.O jeito é ver como as coisas vão acontecer dessa vez e ficar alerta com meu bloquinho de notas para garantir que dessa vez eu vou aprender o que eu preciso

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Então, tem esse cara...

Reprodução: Google Images

Ninguém prometeu nada, mas a boca dele é tão boa de beijar
E o jeito que ele sorri é tão iluminado
(não existe outra palavra possível para descrever aquele sorriso)
que parece que os olhos dele sorriem junto

Tem esse cara que me manda os melhores memes da internet
(como alguém pode fazer uma seleção tão apurada de memes?)
E que embarca de um jeito louco nas perguntas loucas que eu faço
- que às vezes eu elaboro perguntas bizarras já pensando nas respostas dele

Eu só sei mandar "hahahahahahaahahh" e "rsrsrsrsrsrsrsrsr" e "kkkkkkkkkkkkk"
Pessoalmente, eu até tento explicar que eu rio de verdade nas conversas
Mas ele é tão"ok risos" que eu fico sem graça de confessar que, na verdade, eu gargalho
Ele manda qualquer coisa engraçada e eu gargalho. EU. GARGALHO. ALTO.

Enfim, tem esse cara que surgiu na minha vida por caminhos pós-modernos
E que fala todo dia comigo há alguns meses sobre qualquer coisa mesmo
De fato, ele existe, porque a gente já se encontrou algumas vezes
(mas confesso que cheguei a cogitar que a existência dele se resumia a mistérios da programação)

Então, tem esse cara fora da caixinha - ou dentro da caixinha, mas que faz a caixinha ser legal pacas
Esse cara cuja lembrança é quase um calmante em meio a rotina agitada que eu tenho no trabalho
E que não precisa fazer nada demais, nada mesmo
Pra me inspirar a escrever sobre como ele é um carinha bem legal

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O que aprendi saindo com caras portugueses

Acervo pessoal/Andressa Lima

Um dos grandes aprendizados do meu intercâmbio em Portugal foi constatar como a arte do flerte muda bruscamente lá do outro lado do Atlântico. Na terrinha, as coisas são bem diferentes de como são aqui no Brasil, só que eu não imaginava que fossem tão diferentes assim.

A seguir estão algumas das minhas ~constatações~ sobre como é sair com caras portugueses - constatações essas baseadas em alguns encontros bem sucedidos.

1) Eles amam vinho

É questão de tempo até eles admitirem de forma espontânea serem adeptos dessa que pode ser descrita como uma paixão nacional. Eles também são capazes de incluir o tema na conversa de forma tão natural que, quando você percebe, já recebeu várias dicas de quais vinhos você precisa beber nesse instante, agora, corre pra comprar.

2) Eles te chamam pra um café

Se eles gostam de você (e aqui é um gostar bem particular porque na maioria das vezes nem rolou conversa direito pra detectar a tal da compatibilidade), é certeza que eles vão te chamar pra um café.

Parece que eles não têm receio de tomar iniciativa nessa hora, mas o café é realmente apenas um café, só que com conversa. Não vai ter a famigerada "segunda intenção" apesar desse convite parecer precipitado. 

Eles se mantém na deles, não avançam, não trocam olhares sacanas e nem tentam flertar. É tudo bem formal e é capaz de rolar um segundo, terceiro convite e por aí vai com as coisas na mesma temperatura.

3) Vassalagem total - só que via mensagem

Vocês conversam pelo Whats - ou qualquer rede social que seja - com uma frequência ok. Mas aí aquele moço belo, recatado e do lar mal espera qualquer "probleminha" seu pra mostrar que ele vai mover céus e terras pra ajudar você .

Exemplo bem bobo: ele pergunta o que você tá fazendo e você diz que tá esperando um táxi. Beleza. Só que o moço já tá ali mandando mensagem e dizendo que não precisa de táxi porque, se você quiser, ele te leva nas costas pra onde você precisar ir.

A imagem do Don Juan já tá desenhada e você pensa "é hoje" quando ele te chama de novo pro café. Mas chega lá e vocês só bebem um café mesmo. Ah, e comem pastel de nata.

4) De repente, não mais que de repente

E, assim, do nada, quando você acha que é só mais um café, esses moços vão do 0℃ ao 100℃. 

Daí você percebe que o boy realmente tá interessado na vida real e que não tava jogando conversa fora nas mensagens. É um fogo que nem dá pra saber de onde veio - e nem como surgiu. 

É uma surpresa daquela das boas. E o moço até parece do lar, só que não.

5) Leva tempo, mas dá pra acelerar

Se não ficou claro que a arte de flertar com um português leva tempo, que fique dito agora. 

No entanto, se você não tá afim de esperar até o terceiro ou décimo café pra dar um beijos na boca, aconselho tomar a iniciativa e partir pra ação. Tasca os beijos e é isso aí. Nem perca tempo fazendo a "pode vir que eu tô querendo", porque, pra fazer as coisas funcionarem com os tugas não adianta jogar os sutis sinais da sedução se você não for abrir o jogo com eles e verbalizar o que exatamente você quer. A dica aqui é partir pro abate. Desgostar eles não vão, garanto.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Revolução dos Cravos


Ninguém contou, mas foram muitas as vezes em que ouvi essa música e pensei que não quero que ela tenha que se fazer necessária de novo.

Feliz 25 de abril, Portugal.