quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Minha licença poética...


Eu poderia escrever belas palavras pra arrepiar seu coração. 
Poderia escrever tudo rimado, como numa canção.
Poderia fundar reinos, iludir, conquistar...
Poderia trair, desconfiar, vacilar. 
Poderia te ter preso no meu suspense... 
Poderia como posso! Não ouse nada, sequer pense! 

Poderia descrever meu dia como você nunca viu. 
E te fazer acreditar que o puro um dia, de fato, existiu. 

Poderia te passar uma idéia meiga de mim. 
Poderia também começar pelo fim... 

Poderia te narrar o horror com beleza. 
Poderia também inventar que "Pronto! Não existe mais tristeza."

Poderia te entregar o segredo que abre meu coração. 
E poderia fazer você me contar o seu. (Não duvide, não).

Poderia te fazer amar, imensamente, o azul. 
Poderia te levar, num segundo, ao pólo sul. 

Mas hoje eu não quero nada disso. 
Quero, antes de tudo, honrar nosso compromisso. 

Não quero que repare na minha estética ou estilo. 
Quero, na verdade, que te venha na mente a imagem de um esquilo. 

Pra quê? Já ouviu falar e licença poética? 
Quero rimar o que eu quero, é isso que me interessa.

Meu estilo é contradição, e é nele que minha escrita faz sentido. 
Preste atenção, fujo do ponto! Não ouça o que digo. 

E uso o que eu quiser usar, mesmo verbos errados. 
Não quero que pense que assim me ponho mais distante. Estou ao seu lado! 

Te aconselho, te mostro o caminho, você escolhe se quer seguir. 
E eu vou-me embora por onde vim... 

Agora tenho que sair.

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