quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dando uma de Adélia Prado, só que não


Não lembro da primeira vez em que li "Com licença poética", mas, desde então, me apaixonei perdidamente por paráfrases. Foi tanta paixão que resolvi fazer as minhas próprias.

Essa paráfrase do "Poema de sete faces" foi publicada em 27 de junho de 2012 . Fiz uma adaptação no fim.

Quando eu nasci, um anjo louco,
desses que voam à esmo,
disse: Vai, garota! ser contradição na vida...

O teto desmorona sobre as cabeças
que dirigem corpos vagos.
A tarde se torna certeza cinza
esmagando quaisquer desejos...

O ônibus passa cheio de corpos.
Corpos cansados, sadios ou velhos.
'Pra quê tanto corpo, meu Deus?' pergunta a consciência,
mas meu coração,
este teima e não sente mais o discurso...

A mulher atrás da maquiagem
é triste, introspectiva e fraca,
mas conversa alegre.
Diz ter muitos, muitos amigos.
A mulher atrás da maquiagem e em cima do salto.

Meus Deus, por que não me abandona
se sabe que não sou forte,
se sabe que sou falsa...

Rima rima eterna rima
se eu me chamasse Valentina
seria só poesia e não conclusão.
Rima rima eterna rima
mais eterna é minha canção...

Eu não devia escrever isso,
mas encostar a cabeça no ônibus
e ouvir 'Return to innocence'
me deixa como Vicky no auge de sua emoção...

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Drummondiando a flor


Sou daquelas pessoas desligadas. Para quem me conhece, essa minha declaração logo resulta na seguinte pergunta: por que, então, jornalismo? Mas não vamos enveredar por esse caminho neste post; atenha-se ao fato de eu ser deligada, ok?

Coisas passam totalmente despercebidas para mim e, em consequência disso, eu levanto questionamentos desnecessários muitas vezes. Como, por exemplo, a vez em que eu andei mais de 1000 números numa avenida para chegar na faculdade e, só então, um ser iluminado me esclarecer que havia acabado a luz. O diálogo foi mais ou menos assim: 

—  Acabou a luz na região, você percebeu? —  não havia ironia na pergunta, garanto.
—  Sério? — minha resposta/pergunta usual para demonstrar espanto
—  Cê não viu os semáforos sem funcionar? 
—  Aaaahh! Por isso estava aquela bagunça toda no trânsito. —  respondo com entonação de quem constatou algo.

Esse é só um exemplinho bobo, mas, confesso, revela muito sobre minha personalidade. A questão é que eu caminho olhando tão para dentro de mim, dos meus pensamentos, que me desligo do mundo. E, sim, isso já me rendeu assaltos (do verbo roubar, no sentido de eu ser a pessoa roubada na história).

Logo, devido a minha leseira, vocês devem concluir o tempo que levou para eu me dar conta de que uma flor crescia no meu quintal asfaltado/cimentado. E, lógico, o quanto eu fiquei intrigada por constatar esse cenário drummondiano praticamente debaixo do meu varal.

O mais bizarro é que toda essa conotação de esperança que envolve a flor faz total sentido no estágio atual da minha. Por que, então, não dar à flor a importância que ela merece? Gente, uma flor nasceu no meu quintal! E não foi em um lugar reservado para flores crescerem, não. Foi tipo uma intrusão que palavra horrível mesmo. 

Não sei se uma flor nasceu no seu também e você, simplesmente, deu de ombros. Acontece que não sei priorizar e isso é notícia no meu mundo. Acontece também que acho minha flor lindíssima. Meio desengonçada, mas linda. 

Não sei quanto tempo ela vai durar ali, mas gostaria que fosse eterna, pequena e destemida. Gostaria que fosse eternamente essa flor, sem jamais mudar. E meu dei conta das pretensões que tenho para essa flor enquanto a observava esta semana. Drummond dedicou um poema a sua flor. Eu dedico esse post a minha.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Poeminha do meu desespero


Cada um tem seu dia de falar, de "apresentar" o texto. Na verdade, tudo não passa de um grande debate, onde alguns alunos colaboram com suas opiniões e outros com suas dúvidas ou achismos. Nada demais. Ou melhor, nada demais para alguém que seja minimamente normalizinhx, logo não serve pra mim. Tudo demais. Tudo muito demais.

Por que, Senhor????? Por que na divisão das tarefas da vida a função de ser dramática coube a miiiiim????

Acontece que meu dia chegou e não é que eu não tenha o que falar, não é isso. Também não é que eu não saiba debater. A questão é a palavra. Você já reparou que quando se está em um debate tipo "roda aberta" as pessoas brigam pela palavra? Pois se não reparou, eu já. A questão é que eu não sei disputar a palavra. Ou tenho preguiça, não sei. Enfim, prefiro fazer minhas pontuações mentalmente e só observar.

Mas a sociedade estabeleceu — sem me consultar — que você não pode se graduar sem expor sua opinião para conhecimento geral. Indícios dessa sociedade que fomos criando já se proliferam desde a época do defunto Orkut — que Deus o tenha. Por que não fizemos nada??? Por que não detemos isso?? Não, não vamos deter isso. Conforme-se, Andressa. 

Eu estava nervosa, ansiosa, queria morrer, queria fugir etc. Mas era meu dia de conduzir o texto. Listei mentalmente minhas opções e a melhor delas foi originada por um pensamento do tipo "tire algo de bom desse momento". Daí, fiz um poema. Não que eu quisesse eternizar meu drama. Mas acho que é bom para ver como as coisas parecem ser na hora do desespero e como elas realmente são no pós-drama.

Venha ler minha composição poética que batizei de "Poeminha para o bloco de notas":

Santa Nota, tenha dó
Meu coração dispara
Ansiedade me ampara
E minha boca é um nó

Santa Nota, tenha pena
Borboletas voam dentro de mim
Quero que o dia chegue logo ao fim
Trago as mãos trêmulas

Santa Nota, faz favor
Com seu poder tecnológico
Trate de por fim a esse troço
E me livre desse horror

Santa nota, eu te peço
Me ajude a sobreviver
Prometo que depois explico pra você
Tudo rimadinho em versos

No fim de tudo, abri o debate com uma obervação meio argh sobre a teoria de Weber e o nome do livro (observação essa que foi suficiente para garantir minha participação no debate, mas que falhou em empolgar os gatos pingados que resolveram ficar para a segunda parte da aula).

Então, fica a minha dica. Algo tá tirando você do sério, te atormentando a vida? Respire fundo — se precisar, conte até 10 —, crie um poeminha e se concentre apenas em rimar. Faço disso minha colaboração para o universo das pessoas ansiosas como yo ou, simplesmente, um poeminha para rir, sem maiores pretensões. Vamos consolidar o poeminha como uma obra aberta, onde você é quem escolhe a utilidade. Acho até melhor, hehe.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Transitando direta e indiretamente

Viver é coisa estranha, mas de uma estranheza boa. Cada ser humano deve ter, penso eu, sua maneira de se entender 'vivendo'. Na maioria das vezes, quando não consigo listar minhas obrigações, literalmente, é como se eu não funcionasse. E, pela mania de utilidade que me foi tatuada na alma pela sociedade da praticidade, não funcionar, no sentido de não ter função prática, é não viver.

Minha máxima descartiana seria 'Listo, logo vivo' e, seguindo a lógica inversa, não listar, para mim, é não viver.

Ora, quando isso está no inconsciente, maquiado pelos pensamentos mais estranhos, não é de praxe eu me incomodar. Mas, eis que a lógica da minha definição de vida resolveu transitar para o lado consciente do cérebro. E essa transição se fez sentir — não pelos passos no assoalho, mas pelos pensamentos  desencadeados. Parece que a minha definição de vida trouxe consigo pensamentos-chave que me ajudam a decifrá-la melhor. Disso concluo que, assim como eu, minha definição tem mania de esquecer de trancar portas.

As perguntas desencadeadas são: eu estou vivendo? eu vivo certo? há jeito certo de viver?

Não sei. Mas será que meu jeito de viver é puramente uma lista? Investigando, meio que lembrei do meu lado matemático. Acho que eu vivo, na verdade, fazendo balanços da minha própria vida. Não seria melhor deixar os balanços para quando realmente forem necessários? Para quando, por exemplo, o filminho de uma vida inteira resolver passar diante dos meus olhos? 

Enquanto isso, vou existindo e vivendo do jeito matemático que sei. E, para isso, me ajudam as listas:

- atualizar meu cantinho
- visitar blogroll
- definir poses para ensaio fotográfico hobby
- ver pautas da aula de Núcleo
- leitura - livro prova
- leitura - livro clube

E esse post só existe porque eu queria fazer uma mesclagem de observações sobre os filmes "Medianeiras" e "Her". Definitivamente, isso vai ter que esperar um outro post.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

3 séries favoritas


Se me perguntassem há um tempo atrás qual a invenção humana mudou minha vida, eu citaria sem pestanejar: internet. Brincadeirinha. Pensando bem, acho que responderia o livro ou a maneira como os seres humanos conseguiram armazenar informação e passar adiante.

Enfim, estava escrevendo isso para chegar em algo como 'o Netflix é a grande sacada humana da vez, mas ainda bem que meu cérebro brecou essa gafe-merchan. Não. Não vamos ter introdução com sentido hoje. Não, o que você está lendo nesses dois parágrafos iniciais não vai fazer conexão alguma com o título ou com  finalidade do post. Sério, não previ isso. 

Vamos às minhas séries preferidas? Acho melhor.

Grey's Anatomy

Fui uma criança pobre. Na minha infância ficamos sem tevê por uns bons meses e eu delirava olhando fixamente para a lâmpada acesa, imaginando o que estaria se desenrolando em Ilha Rá Tim Bum. Isso tudo para dizer que se tevê foi raridade por um tempo, imagina canal fechado.

Por conta disso, meu primeiro contato com Grey's Anatomy foi pelo SBT. Foi paixão imediata. Não sei o que eles fazem em pilotos, mas realmente cativam a gente de uma maneira hipnótica.

Mas aí, cês sabem como é o SBT: quando a audiência tá boa eles reprisam sem dó nem piedade, nem querem saber se acabou de acabar. E não sei bem como foi Grey's Anatomy, mas a série ficou sambando de horário em horário e eu não pude mais ver.

Até que, um dia, eu descobri algumas temporadas no YouTube e assisti tudo o que deu. E, mais pra frente, comprei um box de uma temporada e assisti um episódio  atrás do outro, compulsivamente. Quando fiquei à míngua, ganhei a temporada seguinte em um amigo secreto. Daí, chegou o Neflix na minha vida e eu tirei o atraso até a 10ª temporada. E, cá estou eu, me segurando para não devorar a 11ª ...

Orange is the new black

Eu jamais optaria por assistir a essa série. Quando se fala em cadeia, já imagino algo meio 'Tropa de Elite' e algo na minha cabeça grita 'Próximo'. Esse drama todo que reflete a realidade definitivamente não é pra mim. Mas aí, um dia, sem querer, resistindo muito, eu acabei assistindo um episódio.

Se eu disser para vocês 'nossa, amei de cara' estarei mentindo descaradamente. Eu não consegui 'amar de cara' porque estava esperando aquela cena pesada, aquela violência, aquela coisa que te faz querer ver isso e isso para amenizar a vida. Eu assisti com tanta aflição e tão sem pretensões de prosseguir que comecei pelo episódio 4 ou 5.

Quando por fim meu cérebro captou a proposta da série, tive que voltar os episódios para assistir na ordem. E, em tempo recorde (sério, bem mais rápido do que escrever esse post, no qual estou desde o dia 03/09 ~pasmem~), tipo uns diazinhos, eu assisti tudo. Eu praticamente engoli a série.

Nesse meio tempo de seca total de Orange is the new black, acabei assistindo esse vídeo da Jout Jout que ensina como o fã deve se programar para não ficar na abstinência de suas séries preferidas. Mas eu ouvi? Nops. Só sei que em um final de semana próximo à estreia da 3ª temporada, eu não vivi, só assisti. Sem parar.

Glee

Um dia estava eu, assistindo Grey's Anatomy quando chego em um episódio lindo e escuto Total eclipse of the heart. Cês querem saber como meu cérebro funciona pra música? É assim: vem flashs de pura nostalgia. Eu pensei: "Nossa, como eu me permiti esquecer dessa música linda que um dia eu ouvi na vida? Não, Andressa. Cê não pode se boicotar assim". Daí, corri para o youtube e achei essa versão cantada em Glee. Quer motivos maiores para amar a série e acompanhar?

Sério, como pode existir tanta lindeza em uma série musical?

Daí entra o detalhe: eu não acompanho freneticamente justamente porque amo as músicas e, não sei vocês, mas quando gosto de uma música, eu escuto trocentas vezes. E isso me faz entrar em pegadinhas mentais, porque tenho problemas. Ao invés de baixar a música e repetir no PC, eu  prefiro complicar o que é fácil. Então, começo a buscar no google tutoriais de 'como repetir vídeos do  youtube automaticamente' porque já me sinto old frente às 'novas tecnologias'.

***

Enfim, saindo um post depois de um lapso temporal daqueles. Tanta coisa aconteceu nesse tempo, coisas triiiistes e coisas felizes porque, né, sou maniqueísta. Mas as coisas tristes, as boas e o maniqueísmo ficam pra outro post.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Explicando 'Sinestesia'


Tem coisas na vida que a gente precisa saber. Na minha, por exemplo, tem duas coisas que me encasquetaram durante muito tempo. A primeira era achar esse desenho - procurei por anos, mas isso é assunto para outro post. Vamos tratar da segunda coisa.

Quando eu decidi colocar o banner da sinestesia, minha motivação foi puramente estética. Deixa eu explicar melhor: eu queria fazer um gif ~porque adoro coisas que mudam~, daí pensei "mas gif do quê, Andressa?' e o resultado foi a união do útil ao agradável. Assim, surgiu o Banner da Sinestesia.

Sinestesia, para quem não sabe como eu até os 17 é algo que eu vou tentar definir agora com as minhas palavras de estudante de jornalismo que tenta explicar funções cerebrais e cognitivas (oi?) sem entender sacoisalinda direito. Bora lá.

Construindo o conceito ao longo da escrita, tipo fluxo do pensamento


Então, começando decentemente, sinestesia é a capacidade que nosso cérebro tem de interligar sentidos. Basicamente, (que de básico, na minha opinião, não tem nada, porque #AchoChique #AchoEngenhoso #QueriaTer) o cérebro faz 'pontezinhas' (acho que são os neurônios) entre, por exemplo, audição e paladar. Logo, a pessoa tem a capacidade de sentir sabor dos sons, digamos.

Mas a sinestesia não se limita apenas a sentir sabor de sons. Você pode também ver palavras quando elas são vocalizadas. Exemplo: alguém diz terça-feira. Uma pessoa com esse tipo de sinestesia consegue ver cores ou ver a palavra se formando à sua frente. Já li bastante sobre pessoas que dizem 'ah, sábado é amarelo' ou 'fevereiro é vermelho'. 

Já li também sobre ouvido absoluto, mas não sei se é sinestesia. Acho que é. Segundo minha definição, é sim. Mas só acho.

Pelo que li também, a sinestesia é uma capacidade que todos os seres humanos têm quando nascem, mas que grande parte perde conforme o cérebro se desenvolve ou algo assim.

Enquanto isso, um grupo seleto de pessoas - não sei o quão seleto, mas acho que é bastante porque até hoje não conheci NINGUÉM - não perde essa capacidade e a leva ao longo da vida. Mas, não. Não é mito.

Tô lendo aqui e acho que não deu pra 'pegar' a ideia. Vamos pesquisar, Andressa. Vamos pesquisar para continuar esse post.

Construindo o conceito a partir de pesquisas e referências


Vale lembrar que você já deve ter ouvido falar de sinestesia ao estudar literatura. Mas essa sinestesia da qual se trata o post não é a mesma da literatura - que se refere a uma figura de linguagem. Também não se refere a como você aprende (se você é mais visual, auditivo ou sinesteta), não é isso também.

É como se a pessoa sinestésica tivesse um outro sentido, uma forma diferente de sentir que vai além da visão, audição, tato, olfato e paladar. É como se esses sentidos fizessem conexões entre si  e essas conexões ajudassem a gerar uma nova forma de experimentar o mundo.

Há sinestesias mais raras que outras, como é o caso de saborear notas musicais e sons. Pode parecer confuso (como o título desse post), mas acredite: você pega o jeito depois que se acostumar com as variações

[Recomendo a leitura desse post se houver interesse em sinestesia e ouvido absoluto.]

A motivação desse interesse e Experiências


Minha relação com sinestésicos é como aquela que nutro pelos mutantes do X-Men: queria ser um.

É uma forma peculiar de enxergar e sentir o mundo. A experiência com o que está à sua volta parece que é personalizada, entende?

Pode parecer loucura, mas consigo lembrar de algumas experiências que tive com a sinestesia.

Quando eu sinto cheiro de água fervendo (com sal e óleo para fazer macarrão) lembro de estar sentada na cozinha, vendo minha mãe ali. É automático. E, pelas perguntas que já fiz, a 'cozinha que eu lembro' era da época que eu tinha 3-4 anos.

Uma vez fiquei doente e estava meio febril. Eu estava no quarto da casa da minha madrinha e, próximo à parede, tinha uma madeirite (dessa rosinha) que ia do chão ao teto. Lembro que tinha uma cortina na frente da madeirite. Toda vez que eu olhava,sentia a madeira raspar na minha garganta. Era uma sensação que me deixava agoniada e que eu não sabia como, mas estava associada à madeira. Eu tinha uns 5-6 anos na época.

Esses dias, no trabalho, estava digitando em uma planilha excel quando, de repente, cada toque do dedo no teclado me dava uma sensação estranhíssima. A sensação era de um novo sentido, totalmente inexplorado. Eu parei de digitar, passei o polegar pelos outros dedos (tipo assim: eu pego o polegar e encosto no mindinho e arrasto pro anelar, dedo médio e depois indicador - e repito algumas vezes) para 'sentir' e nada. A coisa era com o teclado. Mas aí, meu chefe chegou e pediu pra eu inserir um dado na planilha e lá fomos nós. Quando voltei a digitar, a mesma sensação. Eu digitava e fechava os olhos para me concentrar na sensação que me dava agonia. Lembrei da parede e, de repente, a sensação foi passando. 
***

Não sei se você já teve alguma sensação similar à sinestesia ou se conhece alguém que tenha a própria. Por isso, peço de coração: se conhecer, por favor, eu imploro, me avisa, ok? Então tá combinado.

sábado, 15 de agosto de 2015

Para as próximas gerações


Depois de uma semana puxada. Depois de pensar em mil ideias para postar. Depois de descartar outras mil. Depois de pensar se eu daria conta disso. Depois de mil indecisões, assim, de repente, abro o bloco de notas e idealizo um futuro melhor.

Um futuro que eu gostaria que fosse tangível para todos, incluindo aí minha geração. Mas, caso não seja pro meu bico, deixo registrado aqui meu desejo rimado de que seja possível para as gerações que vierem.

Para as próximas gerações

Menos cobrança aos 20
Mais consciência coletiva
Menos responsabilidade 

Mais MPB
Mais Elis, mais Chico, mais Caetano, mais Gadú
Mais Cecília, mais Clarice, Vinícius, mais Machado

Mais livros na mala
Mais viagens na vida 
Mais intensidade nas sensações
Menos preocupações

Mais idas ao parque
Mais vida observada
Mais livros no coração
Menos chateação

Mais músicas na alma
Mais serenidade
Mais luas vistas
Menos pessoas idas

Mais reticências
Mais vírgulas
Mais exclamação
Bem mais pontuação

Mais pessoas na vida
Mais acasos contemplados
Mais expressão
Menos solidão

Mais rimas
Mais poesia
Mais abstração
E mais, muito mais indecisão.

domingo, 9 de agosto de 2015

É bom andar a pé

Aviso - a introdução desse post é longuinha. Então, vamos naquele esquema da praticidade que já usei em outro post: para ler na íntegra, mete bronca e pra ler a versão resumida, vá para a parte negritada. Bora lá.

Hoje eu camelei pela blogosfera - como de praxe, enquanto a vida não resolve entornar o caldo pro meu lado. E encontrei blogs muito legais. Muito legais mesmo. Na maioria das vezes eu chinelo por horas e não acho leituras agradáveis, mas hoje acho que tive sorte. Ou, talvez, tenha pegado o jeito, porque depois de tanto tempo alimentando essa prática, um dia a gente tem que acertar o ponto, né?

Minha lista de 'blogs pra visitar com frequência' tá crescendo e isso significa que eu tô encontrando pessoas que postam um conteúdo legal e do meu agrado. Ipi ipi urra. E isso me animou tanto - mas, calma, porque não foi só isso.

O motivo de ser desse post não é listar esses blogs - porque eu tenho fé de que encontrarei mais deles e não quero acabar com minha maré de sorte. Mas a verdadeira motivação é que, lendo a página 'Sobre' da maioria deles, eu me identifiquei. E a identificação foi tanta que me veio a ideia de escrever sobre essas similaridades que nos levam a blogar, apesar dos pesares.

1. Não temos tempo

Não somos popstars, muito menos assediados por fãs, mas temos compromissos que vão desde a faculdade, até o trabalho e as obrigações da vida cotidiana. Pero así mismo, com todas as coisas que nos sobrecarregam, encontramos prazer em blogar. 

E ressalto: quando eu digo que não tenho tempo, eu não tenho mesmo. 'Ah, mas você tá aí postando e visitando e comentando em blogs'. Pois é, eu tô. Mas a casa tá uma zona. Renúncia é a palavra. Renunciei minha necessidade visual de organização que satisfaz meu senso estético para postar. Haja amor, hehe.

2. Somos indecisos

Assim como vários dos blogueiros cujos blogs visitei hoje, eu fui constantemente bombardeada com a falácia de que a 'vida precisa ser decidida antes dos 20'. 

Navegar em 'Sobres' foi algo revelador hoje. Encontrei gente como a gente, indecisa quanto ao rumo da vida. E, olha, essa parte deu um aliviozinho no coração.

3. Amamos posts estilo ' pequenas coisas que acontecem no dia-a-dia'

A coisa marlinda do mundo - com sotaque carioca - é ver pessoas que se inspiram com o cotidiano. Passamos a vida achando que apenas coisas grandes fazem a vida valer a pena. Mas não, gente

Sabe, sou fã de Titanic, já assisti tanto que perdi as contas. E quando o Jack diz que a vida tem que valer a pena, acho que ele quer dizer que a vida tem que ser significativa. E o valor agregado nas coisas que fazemos vem da gente e não dos outros. 

Por isso, ver posts sobre as coisas mais diárias me anima: eu posso revê-las sob a perspectiva de quem as presenciou e achar a beleza, alegria, enfim, a coisa humana que faz com que aquela mesma coisa feita por mim seja diferente daquela mesma coisa feita por outra pessoa. Entende? Ficou repetitivo, mas o importante é entender.

4. Queremos interação, mas dá um friozinho na barriga

Esses blogueiros que li hoje querem ouvir quem os lê. E não só ouvir, querem responder, querem conversar. Poxa, sabemos quanto é raro, difícil e trabalhoso cativar leitores com o que escrevemos. 

Sério, eu entendo como é preferir J.K. Rowling ao Blog da Also, hahahahaha, até eu prefiro. Gente, calma, não tô comparando. Com isso o que eu quero dizer é que a qualidade é garantida com a Rowling - com certificado de garantia de todos os continentes - e ficar na mão de alguém que não sabe o dia de amanhã - ainda mais quando o 'amanhã' é uma segunda - dificulta as coisas. 

Em outras palavras: acompanhar alguém que entrega o que promete é mais fácil e prático do que caminhar junto e ver se sai algo no fim das contas. Mas é tão satisfatório fazer amigos na internet. As pessoas querem tanto - e me incluo nessa - mas ficamos naquela de 'meu tempo é pouco', 'será que não vou decepcionar?'. Todos nós vemos que precisamos sair disso e dar o primeiro passo, mas a coragem empaca.

5. Apreciamos a arte que é se expressar em palavras

Foram poucos os blogs que visitei hoje que fazem vídeos. A grande maioria é ali, na escrita do post, deixando seus pensamentos soltos às interpretações de quem os lê.

Não tenho nada contra quem faz vídeos. Acho chique quem edita, grava, roteiriza e tudo mais porque é super criativo e envolve várias etapas que só quem faz consegue sentir o drama da coisa. Mas também acho nobre quem se vira com aquilo que o teclado do PC disponibiliza e, de quebra, pede um help pro photoshop/banco de imagens/etc da vida.

***

Se esse post fosse uma crônica teria uma moral, segundo dona Simone, minha professora de português da 3ª serie ~tempos idos~. Mas como não é, vou elaborar aqui uma conclusão meio 'aberta a sugestões' e essa conclusão de baseia em uma pergunta: por que eu e tantos outros escolhemos a blogosfera para expressar nossas vivências? Respondendo por mim, acho que queremos tanto dar forma às nossas ideias que vamos parar naqueles lugares nos quais nos sentimos mais acolhidos. Eu me sinto acolhida aqui, nesse cantinho que permite personalizá-lo até que ele se adapte ao meu gosto mutante. 

E você, qual sua motivação para estar justamente aqui, na blogosfera? Se você leu até aqui e quiser compartilhar comigo, saiba que eu quero muito mesmo saber. Inté.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

5 revistas digitais e sites femininos alternativos


A internet tem seus pontos bons e ruins, mas também tem os ótimos. Dentre as vantagens de pagar um plano de internet - que na maioria das vezes é super lento, sem falar na internet do celular, então... aff - está o acesso a um conteúdo alternativo, que sai da caixinha daquilo que estamos acostumados a consumir.

Um desses conteúdos super ótimos é direcionado ao público feminino. Se você não tem internet lhe restam tv e revistas. E, convenhamos, isso aqui e isso também não expressam mulheres reais que trabalham fora, em casa, estudam e blogam, né? O glamour empurrado goela abaixo vendido nas novelas e capas de revista é puro photoshop e ilusão de ótica. 

Mas, voltando à ideia da internet, hoje temos opções e isso significa um rompimento com essa papagaiada de mulher idealizada-perfeita-santa-gata-gostosa. Isso porque essas opções disponíveis nos possibilitam ver um outro lado que acaba expressando muito mais a realidade do que é ser mulher. E  como não se sentir representada assim, enxergando a realidade na lata, não é?

E daí, eu estava me sentindo super contente com essa representatividade e com o acesso a informações que acrescentam algo na minha vida quando pensei: será que as pessoas conhecem essas revistas digitais e sites femininos alternativos onde não são obrigadas a engolir baboseiras da mídia tradicional? Se não conhece, acredite: você vai gostar. Não importa se você é homem ou mulher, o conteúdo é muito bom para quem entende que esses paradigmas e amarras sociais precisam ser superados. Bora lá, então.

1. Capitolina


Faz um tempinho que eu conheço esse site e ele é super bacana. A proposta é a de um site voltado para garotas adolescentes que não se veem representados nas mídias tradicionais. Os assuntos são diversificados, indo de cinema e culinária a quadrinhos e games.

Tem muitas colaboradoras, de várias áreas, que fazem ilustrações e escrevem colunas super legais. Ah, e também está no facebook.

2. AzMina


Conheci essa revista digital - que ainda está em formação - através do projeto criado para financiá-la no juntos.com.vc A questão da falta de representatividade da mulher real -seja ela cis ou trans - é o fator motivador desse projeto.

AzMina também está no face e lá você vê que a coisa é feita ali, lado a lado, com participação do público, seja na ajuda pra levantar verba ou na junção de material.

3. Lado M


Quando eu vi esse vídeo, tive que compartilhar imediatamente. E foi assim que eu descobri o site Lado M. Nele você percebe de cara que o diálogo é de mulher real pra mulher real.

O canal também tem conteúdo super bom e, sem contar que você aprende muito. Vale a pena, gente.

4. ModeFica 


Procurando por informações sobre coletor menstrual, um dos sites que chamou minha atenção foi o ModeFica. Lá elas têm um projeto de colaboração tão legal que eu fiquei empolgada - porque, né, tô na esteira do jornalismo e quando a gente vê conteúdo bom com oportunidade os olhos brilham.

Sem contar que elas veem com um amor aquilo que é de produção artesanal e nacional que dá orgulho. E, pra me ganhar por completo, descobri o ModeFica Offline. Gamei. 

5. Think Olga


E por último - mas não menos importante - tem esse site que me deixou sem palavras quando o conheci através da campanha Chega de Fiu Fiu.

Os amigos divulgando em peso no facebook e eu fui conferir e senti aquele orgulho de saber que há sim coisa boa pra se ler e acompanhar nessa internet. 

***

Se você não conhece alguma delas, sugiro que separe um tempinho para conhecê-las. Ah, se você conhece alguma revista com conteúdo bacana e que vai na proposta dessas 5 que separei nesse post, me avisa pelos comentários ou na fanpage. Ficarei agradecida.

domingo, 26 de julho de 2015

Antigamente ou 10 anos atrás

"Oh! que saudades que tenho
Das redes sociais da minha vida,
Da minha adolescência querida
Que os anos não trazem mais!
Que orkut, que msn, que chats,
Criando depoimentos
Vendo quem entrou no meu perfil a cada momento,
Teclando até minha mãe não deixar mais!"

Parafraseando 'Meus oito anos', de Casimiro de Abreu

Ah, o orkut! Como era bom saber quem espiava seu perfil. Ainda lembro da sensação de retribuir visitas dazinimiga: tão boa. Fazia um bem comentar naquela comunidade preferida e depois encontrar os cometários posteriores feitos no mesmo tópico. Tudo tão organizado, tão lógico.

E o MSN, então? Criar grupos, conversar em chat, velhos tempos. Deixar aquele status, ir marcando as músicas que se ouvia. Chamar a atenção do seu amigo quando ele enrolava para responder.  Tudo tão perto do real.

Mas é 2015. Falar de orkut e MSN não é cool. Agora imperam Facebook, Twitter, WhatsApp. Cool é ser ativista de internet, antenado com os problemas políticos do país e ter uma resposta afiada para 'polemizar', ativando assim uma enxurrada de comentários dozamigo para te apoiarem quando alguém que pensa diferente vier opinar.

Cool também é bombar hashtags, saber se leram ou não a mensagem que você deixou, ostentar felicidade daquelas que nunca acabam. Cool é mostrar que sua vida é interessante 24 horas por dia, 7 dias por semana e ter muitos, muitos amigos - de preferência mais de 5 mil.

O mundo tá doido, minha conclusão. Será que alguém já fez um estudo de como essas 'aparências sociais' afetaram o ser humano no sentido psicossocial? Porque, olha, estamos precisando, viu. Então fica aí a minha sugestão.

COM SENTIDO

Agora, me acompanhe e veja como as lógicas do Orkut e MSN fazem sentido.

- alguém te liga, o número ficar registrado e você liga de volta, certo? Afinal, o que a pessoa desse número quer comigo, né?

- cê fala com a pessoa que é amiga sua QUE INICIOU UMA CONVERSA COM VOCÊ e ela não presta atenção. A reação mais lógica, praqueles que já têm certa intimidade, é meio que 'presta atenção, meu'. Se a intimidade for mais aprofundada, digamos, rola até contato físico questionador. Não sei se fui clara. 

Enfim, tudo muito lógico, pelo menos pra mim.

SEM SENTIDO

Agora, vamos à falta de lógica das redes sociais da vez:

- cê sai gritando/declarando na rua o quanto sua vida é interessante? Não me refiro aos seus amigos, porque, como eu escrevi, cada um com as suas intimidades, mas sai declarando pra geral?

- sabe aquela pessoa que, por algum motivo, frequentou o mesmo lugar que você, no mesmo horário por um certo tempo? Então, quando você encontra ela de novo, você abraça, conta detalhes da sua vida e opiniões? E praquele desconhecido que também curte sua banda de rock preferida?

- as pessoas que pensam igual sobre determinado tema tem que se identificar sempre, de modo que isso gere uma corrente entre elas?

- cê faz questão de toda vez saber se a pessoa ouviu o que você falou só para nutrir aquela sensação de 'eu sei que você sabe, você sabe que eu sei e mesmo assim fica com essa papagaiada', faz?

***

Ah, e se seu pensamento, em algum momento, foi 'Nossa! Orkut? Que coisa mais antiga/velha/arcaica!', então saiba que não conceituamos as palavras 'antiga/velha/arcaica' da mesma forma. Mas não se preocupe, isso é normal e mais comum do que você imagina. Acreditaria se eu dissesse que tem gente que discorda sobre a definição de 'amigos'? Pois é.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Férias being férias

As férias chegaram - há quase duas semanas - e eu podia jurar que teria mais tempo. Mas a verdade é que você cresce, assume responsabilidades e, a não ser que concilie férias da faculdade com as do trabalho, boa parte do seu 'tempo extra', esse milagrezinho da multiplicação que acontece entre junho e julho, será consumido no trânsito.

Eu dei sorte de trabalhar a menos de quinze minutos de distância da faculdade - fazendo o trajeto a pé. Isso me dá certas mordomias porque consigo fazer várias coisas decentemente, como ler, ir para a biblioteca estudar, comer, relaxar e até mesmo andar calmamente. No entanto, o que eu encarei como sorte durante o primeiro semestre do ano se revelou um verdadeiro sarcasmo. A vida resolveu tirar um sarro básico da minha cara.

Isso porque eu nunca tinha parado para pensar que essa rotina semanal - a qual eu julgava desgastante - me poupava do trânsito infernal do horário de pico. E, embora eu tenha um amigo que diga que não tem mais essa de horário de pico, que horário de pico é toda hora - e eu até concorde com ele às vezes - eu vejo que o mundo, pelo menos no trajeto que vai do trabalho até minha casa, é travado. E é travado sempre nesse mesmo horário.

Essa constatação da realidade acaba por me fazer desejar voltar à rotina corrida das aulas - tudo isso enquanto estou dentro do ônibus, parada e olhando pra aquele cantinho que a gente costuma olhar quando está pensando-quase-refletindo. Mas, para me acalmar, eu tento pensar que tudo vai melhorar quando eu chegar em casa, quase duas horas depois de ter saído do trabalho. Mas aí a noção do tempo perdido faz minha mente se perder em cálculos, embora eu seja de humanas. E esses cálculos dividem meu tempo gasto no trânsito em frações de tempo de 15 minutos onde eu tento chegar a um número exato de minutos que eu jamais vou recuperar, minutos que eu poderia ter aproveitado indo para a biblioteca estudar, comendo, relaxando e até mesmo andando calmamente.

Mas aí, como um lampejo de luz eu lembro que posso ler. Saco meu livro da bolsa e, depois de perder minutos fazendo malabarismo no ônibus lotado, lembro da pior maneira que horário de pico é igual a muita gente querendo chegar em casa, sendo que grande parte delas quer chegar em casa de ônibus. E então, quando eu constato que não me resta espaço suficiente para virar uma página do livro com decência, eu me rendo e torço para que as férias acabem logo. Infelizmente esse minuto de desesperança não coincide com a chegada no ponto em que eu desço. Fazer o quê, né?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Vantagens vs. Desvantagens

Começar algo novo sempre causa um certo embaraço em mim e é por isso que adoro sequências, listas e passo-a-passo. Então, resolvi voltar aqui e refazer as apresentações. 

Minha versão anterior simplesmente apagaria o post antigo ou resolveria isso com uma simples editada. Só que eu quero encarar as coisas de forma diferente, daí pensei: por que não escrever sobre as vantagens vs. desvantagens de  ler e acompanhar o blog? Como atual estudante de jornalismo tenho refletido bastante sobre a função social utilidade prática do que eu escrevo. 

Agora vou colocar em prática meus conhecimentos básicos de marketing adquiridos no curso técnico de administração e na internet para tentar fazer as 'Vantagens' parecerem minimamente atraentes. 

Você pode se perguntar: por que então não usar esses conhecimentos de marketing pra divulgar seu blog? Não é mais lógico? E eu respondo: 

(Atenção: Para resposta longa, basta ler tudo. Para a resposta curta, favor ler a parte negritada.)

Sim, é mais lógico. Mas se atente ao substantivo 'conhecimentos' seguido do adjetivo 'básicos'. Tendeu? E, fora isso, tô tentando divulgar, mas coloquei na cabeça que queria ler dois livros nas férias + o projeto do blog (por projeto do blog você pode entende editar layout, escrever posts, administrar as redes sociais, divulgar... e mais outras coisas). Resumindo, quero manter o blog, mas também quero seguir com a vida - coisa que talvez você faça muito bem, mas eu nunca consegui conciliar.

Bora pras vantagens.

VANTAGENS

- Esse é um blog de experimentações e eu tenho um interesse peculiar em desenvolver meu lado mais artístico, tipo aprender a desenhar e tal. Logo, você poderá ser surpreendido com minhas engenhosidades, quem sabe?

- Gosto de criar e, por eu ser muito visual, tenho vontade de fazer tudo o que eu acho lindo e criativo, tipo fanzines, e-books, banners etc. Sua visão pode se beneficiar, hein? Pense nas lindezas que você pode ver por aqui.

- Eu praticamente me viro com Pacote Office básico pra desenvolver minhas 'artes', tipo Word, Power Point e Excel - sim Excel! E não é só pra planilhas não. Uma vez fiz uma planta baixa lá, acredita? - . Raramente uso PhotoScape e Photoshop, mas é por puro desconhecimento mesmo. (Tô tentando mudar isso).

Vou deixar essas três, embora  última vantagem tenha adquirido um caráter meio ambíguo.

DESVANTAGENS

- Aqui você encontrará textos de uma pessoa não muito bem resolvida, no sentido de 'o que eu quero fazer da vida?' (Como deu pra notar até aqui, eu faço jornalismo, mas nutro certos sentimentos por Publicidade/ Propaganda/ Design/ Web Design/ Criação e Afins).

- Qualidade é um quesito em constante debate aqui nesse blog, já que eu não faço ideia do 'como se faz' das coisas que eu quero fazer (Fiz você entender? Trocadilho pobre).

- Sou uma pessoa contraditória e, quanto mais eu escrevo e você lê, mais evidente isso vai ficando.
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Embora eu prefira os números 4 e 6, entendo perfeitamente que 3 é um número bom, então vamos parar por aqui.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Num dia qualquer


Um parágrafo, uma opinião.
Um abraço apertado.
um beijo molhado
uma dose, dois corpos no chão.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Depois de Auschwitz


OBS: Livro lido e resenhado para o Reading Challenge 2015, referente a categoria Um livro de Memórias.

Etapa: 3 de 52


Terminei essa leitura em fevereiro e posso dizer que esse foi um dos livros  mais intensos que já li. Como o Nazismo é um dos temas que me instigam, não pude deixar de sentir a força do relato de uma sobrevivente do Holocausto. Compartilho agora a resenha aqui no blog.

Eva sobreviveu ao campo de concentração nazista. De uma família de quatro pessoas, apenas ela e sua mãe puderam escapar com vida do lugar para o qual judeus eram enviados para morrer. Depois desse acontecimento que deixou marcas profundas em sua personalidade, Eva nunca foi capaz de conversar com a mãe sobre essas experiências. E com ninguém mais.O seu passado era algo do qual ela não queria lembrar, justamente porque os acontecimentos daquela época roubaram-lhe pessoas muito queridas sem as quais Eva teve que continuar a viver.

Este livro vai na contramão do que é comum - ir do contexto geral para o individual -, justamente por se tratar de um relato pessoal. Fiquei surpreendida com a força do relato, pois nunca havia lido nenhum livro sobre sobreviventes do Holocausto. Tinha lido, claro, ficções, como O menino do Pijama Listrado, A menina que roubava livros e O filho de Ester; também li O Diário de Anne Frank e análises do período Nazista, como em Mulheres do Nazismo.  Mas nunca tinha parado para ler um relato de uma pessoa que sobreviveu ao inferno do Holocausto, tendo que reaprender a viver em pleno mundo conturbado do pós-guerra e cheio de preconceito. E, apesar de entrevistas e filmes contextualizarem esse período, alguns até sobre a perspectiva de sobreviventes - como O Pianista, por exemplo -, o impacto de ter acesso ao relato sob a perspectiva de quem vivenciou esse genocídio e sobreviveu é avassalador. 

Mais tarde, Eva Schloss se tornaria a irmã póstuma de Anne Frank, após sua mãe casar-se com Otto Frank. E, em meio ao trabalho de Otto para não deixar a mensagem de Anne ser esquecida, é que Eva, muitos anos depois, consegue encontrar uma maneira de contar sua própria história como sobrevivente.  

A autora já tinha um livro publicado anteriormente, chamado A história de Eva, que fala sobre suas experiências no campo de concentração. Em Depois de Auschwitz, no entanto, ela fala de sua família - seu pai e irmão, ambos mortos - fazendo com que suas memórias não sejam esquecidas. Nessa segunda obra, Eva também traz a perspectiva de sua vida após a libertação dos campos de concentração pelo Exército Vermelho e como foi reaprender a viver.

Se você leu a resenha até aqui, espero de verdade que leia esse livro. A humanidade tem um lado perverso que chega a ser inacreditável, e é por esse motivo que relatos como o de Eva servem para termos uma memória e consciência histórica, evitando que o mesmo erro seja cometido ou aprendendo a criar forças para intervir, se for necessário. Recomendado.

Autora: Eva Schloss
Editora: Universo dos Livros
IBSN: 9788579305399
Páginas: 304
Edição: 
Ano: 2013

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Dia Nacional do Livro Didático


Hoje é o dia de refletirmos sobre a importância de um item que foi presente em nossas vidas escolares: o livro didático. Quem nunca voltou pra casa com um volume grosso de biologia ou química? Pois é. Eu ficava feliz quando meu nome era o primeiro assinado na capa do livro, hehe. E quando tinha que levar para casa e encapar? Eu e nostalgia.

Mas os tempos foram mudando e eu não gostei do resultado. No Ensino Médio vieram com um tal de Jornal do Aluno, que substituiria o livro didático. Era um troço horrível: ocupava mais espaço que a carteira. Também não durou muito, logo foi substituído pelas apostilas, que são piores ainda. Se você pensa que é algo comparado às apostilas do Anglo e Objetivo, não se iluda. Está mais para aquelas revistas fininhas de farmácia, sabe? Só que sem a qualidade do papel, da diagramação e até mesmo de conteúdo.

Continuam a sustentar a tese de que as apostilas servem apenas de apoio aos livros didáticos, mas na minha época de Ensino Médio (anos 2008-2010), não era bem assim. Os livros foram praticamente deixados de lado. Foi o fim de uma era.

Livro Didático e seu intermediador

Mas o Livro Didático nada seria sem seu principal intermediador: o professor. Claro, com exceção dos autodidatas, os demais vêm nessa figura - que traduz o conhecimento escrito de forma que ele alcance pessoas - um facilitador do conhecimento.

Por isso, registro aqui um poema que encontrei e que trata dessa relação livro-professor.


Nessa data, reflita sobre o papel que os livros didáticos tiveram em sua vida. Não sei vocês, mas eu nunca vou esquecer o ALP, livro didático de português que usei no Fundamental II e de como minha escrita melhorou significativamente com o auxílio dele.

Por isso, desejo para todos nós um Feliz Dia Nacional do Livro Didático!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sexo com Reis


OBS: Livro lido e resenhado para o Reading Challenge 2015, referente a categoria Um livro escrito por uma mulher.

Etapa: 2 de 52


Adquiri meu exemplar em uma sebo por R$15,00. Uma aquisição excelente. 

Se você está lendo a resenha pensando que esse é um livro de contos eróticos, vou ter que te decepcionar. Na verdade a autora Eleanor, que é jornalista, está mais focada em retratar um papel social do que era, digamos, um item obrigatório para os reis da Idade Moderna: uma amante. Ser amante naquela época era mais do que um simples caso extraconjugal, era um título. Um monarca poderia ter várias amantes, mas uma delas sempre era "a oficial" e recebia um maîtresse-en-titre. De acordo com cada época, isso poderia significar desde a influência política, artística e diplomática até alguns benefício$$ e títulos de ducado e marquesado.

A prática era tão comum, como uma herança histórica, que chegava a ser tolerada e incentivada pela Igreja. O casamento real era visto apenas como uma maneira de gerar herdeiros legítimos e manter a nobreza do sangue; a rainha, por sua vez, era limitada à sua fertilidade, além de ser educada para a frigidez. Esse conjunto de fatores, embora possa parecer motivo suficiente para justificar a presença da amante, contava com absurdos: havia reis que odiavam suas amantes, mas as tinham por convenção. Vai entender.

O livro dá exemplos não só da Inglaterra, mas também da França, Alemanha, Bávaria, Rússia e outros países europeus. E, após a leitura, fica quase impossível não ter uma listinha de amantes preferidas. Eu, por exemplo, gostei do caráter destemido da Gabrielle d'Estrées (amante de Henrique IV da França), da obstinação de Madame Pompadour (amante de Luís XV da França) e também da irreverência de Nell Gwyn (amante de Carlos II da Inglaterra).

Um livro essencialmente histórico, com gotas de sagacidade e observações pontuais. Se você gosta de ler sobre a monarquia e conhecer o lado mais humano do que o nobre, esse é o livro. Particularmente, meu interesse pela realeza não vem de Lady Di, mas sim de Henrique VIII, e pensei que me deliciaria com revelações bombásticas em relação à Ana Bolena. Maaaaas não foi bem assim. O livro traz poucas passagens sobre os dois (se não me engano, apenas duas ou três), no entanto o conteúdo é suficientemente instigante.

A autora utiliza-se de uma escrita sem pudores: munida de seu amplo conhecimento da época, revela escândalos polêmicos, reduz a corte da época ao seu caráter fétido e promove uma reflexão sobre posições sociais adquiridas. Um livro que informa ao mesmo tempo que diverte. Recomendado.


Autora: Eleanor Herman
Editora: Objetiva
IBSN: 8573027347
Páginas: 272
Edição: 
Ano: 2005

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Jane Austen


Website oficial (em inglês) | Site Jane Austen (em português)


Jane Austen figura entre os principais escritores ingleses, sendo que seu livro mais notório (em relação às adaptações) é Orgulho e Preconceito. Além dos seis livros apresentados na imagem acima, Jane também publicou uma peça teatral e três outras obras curtas.

O estilo da autora

Fazendo um registro de sua época, em suas obras Jane Austen aborda a questão da mulher na sociedade e a relação da mesma com o matrimônio. Também faz crítica às aparências e conveniências sociais que julgam o caráter a partir da classe social.

Seus personagens são desenvolvidos ao longo da narrativa e chegam a amadurecer ou mudar o comportamento e visão do mundo através da vivência social.

Ao ler Austen, fico fascinada em ver como a autora molda personagens perspicazes, capazes de analisar a fundo uma situação e descobrir-se certo ou errado apenas com uma reflexão aprofundada dos fatos.

Nada nos romances de Jane é fugaz ou banal. Suas personagens femininas são o foco do narrativa, que se conduz através delas. Não é uma leitura que limita a mulher aos padrões antigos, muito pelo contrário. Ele dá vida às personagens de modo que elas conduzem seus próprios destinos, apesar dos imprevistos e reviravoltas da narrativa.

Romances publicados e Personagens marcantes

Jane Austen: além dos livros

Jane rendeu muitas releituras de suas obras. No YouTube você encontra adaptações muito boas:
  • Minissérie Orgulho e Preconceito (Produção da BBC) - Legendado
  • Vlog com Adaptação de Orgulho e Preconceito - Legendado

Obras como Razão e Sensibilidade, Emma e Persuasão também foram adaptadas para filmes. Mas, se você é fã do estilo e das obras da autora não deixe de assistir O Clube de Leitura de Jane Austen, que promove um verdadeiro debate sobre o significado de seus escritos.

E você, já leu Jane? Deixe nos comentários suas impressões.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Diário de Classe - A verdade


OBS: Livro lido e resenhado para o Desafio Literário Skoob 2015, na categoria "O último livro que comprei.

Etapa: 1 de 12

Fui à uma livraria no Centro de São Paulo que estava com promoções para diversos livros. Na busca desenfreada por Inferno e Mentirosos, eis que o livreiro solta: "Não temos nenhum lançamento, nem adianta procurar". Olhei para o lado e encontrei uma pilha com uns 7 exemplares do "Diário de Classe", livro lançado no final de 2014...

Há uns tempos eu andava de olho nos alertas e denúncias que a Isadora fazia em sua fanpage sobre sua escola pública. Essa fanpage ganhou visibilidade mundial, conseguindo assim dar o impulso para criação de sua ONG, com projetos que incentivam uma educação pública de qualidade, e acabou resultando nesse livro fantástico.

No livro, a Isadora narra a trajetória do Diário de Classe desde o início, quando ele era uma voz gritando sozinha, e intercala com sua vida pessoal e como ela foi afetada a partir do momento em que ele, uma garota de apenas 13 anos na época, ousou fazer o que ninguém teve coragem de fazer. Sua atuação é conhecida como "ativismo cibernético". Poucos acreditaram que o "ativismo de sofá" (como muitos chamam) pudesse ter algum resultado de fato.

No entanto, com a ajuda do facebook, a menina que se inspirou na escocesa Martha Payne, obteve resultados que muitos duvidaram e até desencorajaram: melhorias reais na estrutura de sua escola.

Isadora é daquelas que não têm medo de cutucar a ferida. Aliás, como ela bem argumenta, a escola pública não é de graça, pois todos pagam com seus impostos. Quando pensamos que o Brasil é o país com os impostos mais altos do mundo, nada justo - e lógico - do que cobrar excelência dos serviços públicos que são prestados, certo?

Por isso, chega a parecer irônico que alguém poderia se opor a essa iniciativa. Mas isso aconteceu e foi dentro da própria escola dela. Acostumados a mamar nas tetas do ineficiente sistema burocrático de ensino público, os funcionários da escola (professores, substitutos, merendeiras etc) não gostaram da atitude de Isadora. 

Isadora merece nota 10 e este livro que merece 5 estrelas, pois não foi escrito apenas para contar uma história com um final legal em belas palavras. É um livro de teor crítico, que dá uma lição de cidadania e iniciativa. Saber que temos brasileiros dispostos a mudar o status quo é retificar a importância de dar o suporte que eles precisam desde cedo, através de um ensino de qualidade e excelência.

Abaixo estão dois links para você conhecer mais do que a Isadora está fazendo pela educação pública brasileira.

Site da ONG Isadora Faber | Link da Fanpage

Autora: Isadora Faber
Editora: Gutemberg
IBSN: 9788582351055
Páginas: 272
Edição: 
Ano: 2014

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TAG: Dias da Semana em Livros

Encontrei essa TAG no blog Cafeína Literária. Pelo que li, ela foi criada pelo Garota It e consiste em escolher um livro de acordo com a descrição de cada dia da semana.  Achei bastante divertida e resolvi trazer aqui para o blog.

Como não tinha nenhuma ilustração para a TAG (não que eu tenha encontrado na minha busca), desenvolvi essa arte básica para "não deixar em branco". Vamos a ela, então.

Não consigo ficar em um só livro nessa opção. Dois livros são os que eu nunca queria que terminassem; ambos li na época em que estudava na Unifesp: um eu li porque é um clássico e o outro li por indicação de uma professora. 
O primeiro é Cem anos de solidão, do García Márquez. A história dos Buendía é tão envolvente que eu gostaria que fosse um livro para ler durante toda a vida.

O segundo livro é o Quarup, do Antônio Callado. Um livro extremamente enriquecedor e que me fez pensar a história do país mais criticamente e entender as nuances do regime ditatorial no nosso país em esferas que eu nunca havia imaginado.

Napoleão, de Stendhal, é este livro que estou com preguiça de começar. Não sei o motivo ao certo, mas só sei que toda vez que olho para minha estante e vejo esse livro me dá uma vontade de procrastinar, rsrsrs... De tirar a meta de leitura de 2015 e deixar em aberto. Já li resenhas ótimas sobre o livro e, por isso, minha teoria está na capa. Talvez ela não me inspire muito.

As Principais Teorias do Cinema é o livro. Não me importo de lembrar o nome do autor e, inclusive, não coloquei em nenhuma lista de leitura (eu tenho o hábito de montar listas de livros lidos desde meus 11 anos). É como se fosse um livro fantasma para mim. Quem sabe, estudantes de cinema tenham a agradecer a esse livro? Eu não tenho. Passei minhas férias escolares "terminando" essa leitura a qual eu mesma me obriguei.
Já ouviu a máxima: "Uma pessoa que não gosta de ler diz isso porque ainda não encontrou o livro certo"? Digamos que se esse for a primeira experiência de leitura de alguém, a pessoa irá correr de tudo que em forma de livro. Totalmente didático e com uma linguagem técnica reservada ao pessoa da área.

A história sem fim, do Michael Ende, foi um livro que não consegui terminar. Desde os idos 2008 até hoje. E essa interrupção da leitura se deve a um pequeno detalhe: prazo de devolução. Renovei três vezes (quantidade máxima da biblioteca), não consegui terminar, nunca mais peguei pra ler.
Uma leitura muita boa que tive que interromper, mas que vou retomar. Quando? Não sei, mas vou.

Essa merece uma historinha. Vamos a ela. 

Em algumas estações de metrô de São Paulo têm máquinas que trazem a inscrição "Pague quanto acha que vale". São máquinas que aceitam apenas notas e dão a possibilidade de se pagar de R$ 2,00 a R$ 100,00 por livro. Já comprei vários nesse estilo, inclusive clássicos da literatura universal. E qual nota eu sempre coloco? A de R$ 2,00... Claro. 

Acontece que a vida me pregou uma peça. Das feias. Um dia na correria eu passei por uma dessas máquinas e vi umas burcas estendidas na imagem da capa. (Minha mente capta tudo sobre mulheres muçulmanas). Não tinha notas trocadas, só uma de R$ 20,00. O que eu fiz? Comprei. Assim começou minha história com As andorinhas de Cabul.
Acontece que o enredo é muito manjado. Achei os personagens clichês demais e me desmotivei poque, antes da metade do livro, já tinha sacado como a história se orquestrava. Me senti lendo literatura infanto-juvenil daquelas mamão-com-açúcar.

Por fim, passei o exemplar para uma amiga, mas dei minha opinião "sincera". Não é um livro que eu recomendo. Não desmerecendo o autor nem a obra, mas para mim não é um bom livro.

Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, é o livro. Ainda não comprei, mas estou a apenas um passo de fazê-lo. O empecilho é que a cada fim de semana livre que tenho, acontece algum pepino para resolver.
Conheci esse livro através da análise da música Alucinação, do Belchior. O trecho "Longe o profeta do terror / Que a laranja mecânica anuncia / Amar e mudar as coisas / Me interessa mais". Eu tentei entender e fui pesquisar o que era a tal laranja mecânica (??). Acabei achando que era uma referência ao filme e, consequentemente, descobri o livro.

Me lembro até hoje quando terminei de ler Anos Rebeldes, de Gilberto Braga. Terminei a leitura achando que tudo era real e fui reler a contracapa pensando que tinha deixado passar alguma referência. E tinha mesmo. Não havia lido com atenção que o autor fazia um casamento perfeito entre ficção e realidade, ou algo assim.
Quando eu li "ficção" não acreditei. Era tão real, tão real mesmo para mim que eu quis recomeçar a ler para entender as passagens com outros olhos.