sexta-feira, 25 de junho de 2010

Palavras que ficarão em mim...


Somente as ouvi e elas, ágeis, perpassaram meus ouvidos, voaram até minha mente e foram descansar em meu coração. Há palavras tão danadas, tão doces e maliciosa ao mesmo tempo que surtem tal efeito. Ainda agora não as esqueço. Posso jurar que as escuto, ainda, ressoar ao meu ouvido: "Tem compromisso, moça?". Voz firme e deslizante de conquista e, mesmo a mente ágil, percebendo tal pretensão masculina, fez-se cega, surda e muda para deixar as palavras me alcançarem as emoções certas.

Mesmo efêmera, ao ouvi-las, posso sentir o que queria sentir naquele momento. Posso recriar em minha mente o ambiente, a iluminação, posso até me ver. Assim, sinto que meu espirito sai de mim, se afasta para contemplar a cena por completo; mas, ao mesmo tempo, está ali, participando, sentindo o toque e ouvindo uma voz de doce sinceridade e um olhar instigante.

Devaneios de uma adolescente! Doces devaneios! O real tem se fundido com o imaginário e o coração tenta deixar tudo mais colorido. E tem conseguido. "Tem compromisso, moça?", uma mão devagar aconchega-se na cintura, segue próxima a um olhar de 'posso?', funde-se com a voz e cria-se essa imensidão de sentimento. Imensidão disposta a admirar essas palavras. Imensidão de sensibilidade, de tremores.

Como mera mortal que sou, tentarei até o meu limite deixar registrada essa sensação. Essa mistura de tudo um pouco.

Homens! Criaturas opostas no sentido próprio da palavra. Homens, fazendo a travessia até o oposto, o atraente, o prazeroso. Dele, a coragem de realizar tal ato com desempenho que não me sai da mente. De mim, a capacidade de receber tal ato, sentir prazer dele e...
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E tentar descrevê-lo em palavras.

Não é preciso entender para vivenciar...



-Breve?

-Quem sabe longo, longuíssimo?

-Não. Breve! Ponto.

-Definitivamente, longo!

"Mas o quê, afinal?!", grita algo em mim.

(Sintético? Resumido? Simplificado? Breve!
Ou o recheio das idéias, das emoções, das palavras? Da ternura de um significado, do envolvimento de um som pronunciado? O quê, o quê? O longo que diga tudo e mais um pouco?)

-Não! O Breve. As entrelinhas.

(Ou a palavra explicando a palavra? Alguns 'ou seja', 'em outras palavras'?
Silêncio das Reticências?
Ou o esperneio das exclamações exageradas?)

-O simples. Direto. Certo. Calculado. Significativo.

(Ou o infinito das ponderações, das observações demasiadas, das colocações desmedidas, da imagem descrita com as mil palavras que se deva usar?)

Bem, o que quero agora é apenas o que me satisfaça...
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Breve? Ou o longo, longuíssimo?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Livro da Vez: Aprendendo Inteligência (parte II)

Bom, nesse post vamos continuar com o livro do prof° Pier e explanar sobre os dois tópicos restantes. Como já vimos a resposta para "Por que estudar?" e "Quando estudar?", partiremos para o próximo capítulo do livro.

  • Quanto estudar?
  • Como estudar?

Cada um tem um ritmo de estudo e, segundo o prof° Pier, esse ritmo só é descoberto com o tempo, no decorrer dos estudos. E, já que a prender é reter a informação para sempre, não adianta ler um livro de 500 páginas todos os dias pra no fim descobrir que fez apenas perder seu tempo. Ele, então, nos dá a dica de estudar 30 minutos e descansar 10 minutos, sendo que, nesses 10 minutos de descanso, não é recomendável ver TV, jogar videogame ou usar computador. Porém, como cada pessoa tem seu ritmo, esse tempo de estudo pode ser esticado para até 50 minutos consecutivos seguidos de 20 minutos de intervalo, no máximo.

Fica a dica também de tomar cuidado com uma coisa importante:

1. As armadilhas: Temos tendência a nos dedicar mais ao que gostamos do que ao que, de fato, precisamos saber. Ex: você é ótimo em Literatura, mas quando o assunto é Biologia a coisa fica estranha. Você, ao invés de se dedicar a estudar Biologia, pois está defasado na matéria, se prende cada vez mais à Literatura. Isso é um perigo.

Bom, você já sabe "Por que estudar", "Quando estudar" e "Quanto estudar". Você precisa então de um plano de ação. A dica é uma trajetória contínua, não pare seus estudos, se dedique. Você precisa entender que cada matéria terá seu próprio método de estudo. Matemática, por exemplo, exigirá de você uma base firme onde o conteúdo subsequente se arquitetará; já História não exige que você conheça o Egito Antigo para entender a Revolução Russa, por exemplo.
Seu cérebro aprende quando é estimulado. E o que o estimula? O difícil! Pois é, entre o fácil e o difícil escolha o que vai te trazer algum resultado, escolha o difícil.
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Bom, essa foi uma breve análise do livro. Se você se interessar, leia-o por completo, há muitíssimas informações interessantes. Esse é um livro divertido, descontraido e que traz muitas informações que fazem cair de uma vez por todas sua ficha. Fica aí a dica para os interessados.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Livro da Vez : Aprendendo Inteligência


Esse livro foi escrito por Pierluigi Piazzi, italiano que veio ao Brasil, pequeno ainda, com seus pais, movidos pela promessa de que este seria o país do futuro. Bom, está esperando até hoje. Nesse livro o prof° Pier discorre sobre o bem escasso do século XXI: a inteligência. Também responde a quatro perguntas básicas: Por que, Quando, Quanto e Como estudar. Vamos lá, então...
  • Por que estudar?
É necessário o estudo pois hoje, por dia, milhares e milhares de informações novas são criadas. O mundo muda e, para acompanhá-lo, é necessário que compreendamos essa mudança. Sem contar que hoje o mercado de trabalho não quer mais papéis e diplomas, mas sim inteligência, cultura e criatividade. O conselho do prof° Pier é "Estude Melhor", ao contrário do "Estude Mais" que crescemos ouvindo na escola, dos pais, parentes e de nós mesmos!
  • Quando estudar?
O objetivo de todo estudo deve ser sempre aprender. Mas, o que vemos no dia-a-dia, são alunos que, quando estudam, querem apenas "ir bem nas provas, tirar boas notas e passar de ano". Isso é muito errado, pois dá ao aluno a sensação de que sabe algo; porém, quando se estuda desse modo, o que fazem é manter provisoriamente informações no hipocampo (no livro, este é comparado a memória RAM de um computador). O hipocampo seria um espaço pequeno, provisório, no qual as informações, dificilmente sobrevivem a uma noite de sono. Ou seja, trabalho perdido!

O certo seria armazenar informações no córtex (no livro, comparado ao HD). Só pra se ter uma idéia do da dimensão, se uma pessoa estudasse 10 horas todos os dias, essa memória se esgotaria em, aproximadamente, 400 anos. O que achou?? Porém, é difícil escrever no córtex, por isso muitos alunos cedem à tentação da facilidade de se escrever no hipocampo.

As informações, no entanto, necessitam de certos requisitos para serem "salvas" no córtex:

1. Precisam estar ligadas a alguma emoção forte, significativa. Exemplos: alegria, felicidade, êxtase ou até mesmo tristeza, raiva. Porém, o que acontece é que as informações são recebidas com a maior indiferença. Isso é um grande problema. Esse requisito pede apenas que você se "ligue", de alguma forma (sentimental e não racional) ao que você estuda.

2. Informações são salvas durante o sono. Isso mesmo, nada de ficar virando noites e noites de estudo, pois não adiantará se seu cérebro não tiver um momento para processar a informação e salvar o conteúdo.

3. "Entender é na aula, aprender é em casa". Com isso você entende que precisa de um tempo pra estudar em casa e absorver o conteúdo. O professor tem por objetivo te fazer entender, aprender fica por sua conta. Deve-se estudar todos os dias, exemplo: quem vai ao cursinho, escola ou faculdade de manhã deve estudar à tarde.
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Continua no próximo post. Até lá, então...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O que o tédio me obriga a escrever...


Não quero uma sala lotada
De pessoas e conversas vazias
De risadas cruas, mortas, frias
E sentir no tudo a abundância do nada.

Não quero o canto das aves
Desenhando uma paisagem cinza
Não quero o 'vá logo!', o 'demora!', o 'ainda?'
Não quero ir ao céu por meio de naves.

Não quero uma rotina estabelecida
Onde o avesso seja dito certo
E me obrigue a deixar concreto
Um poema que nasceu sem vida.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tempo cronometrado pra minha idéia...


"A intenção da reforma ortográfica é tornar mais fácil a comunicação entre os países de língua portuguesa, para facilitar [nos] negócios, na comunicação etc etc", afirmou alguém no YAHOO. Não serei hipócrita ao ponto de alegar que sei de cor todas as regras gramaticais que vigoravam antes desse acordo. Porém, devo confessar que não me sinto nada à vontade em escrever idéia sem acento. Não sei bem o que é, mas sem acento e no plural ela se assemelha à palavra ideais. E eu não gosto disso. Toda vez que a vejo sem acento, parece que ela está despida, que algo está faltando. E não está?

Não posso me conformar com isso. Ninguém deveria se conformar com essa reforma ortográfica totalmente desnecessária. E é rumo a essa realidade que seguimos, a realidade de juntar tudo e fazer uma coisa só (meu conceito indignado de globalização). Ridículo! Qualquer um que tenha ouvidos saberá que nós, brasileiros, NÃO falamos como os portugueses, angolanos, moçambicanos, etc falam. E o pior de tudo é que essa unificação que a tal reforma propõe (e impõe) não nos alcança em nível algum a não ser o político (e, como nada nesse mundo é inocente, econômico).

O que dá a eles o direito de pensar que com essa reforma estão melhorando as coisas? Oras! Não sabem eles que por mais que todos os países lusófonos tenham o idioma em comum, cada um PENSA o mesmo idioma à sua maneira.

Em Portugal, por exemplo, vão tirar o C da palavra TECTO (que seria o nosso "teto", telhado). Porém, TETO sem o C, pra eles, já tem um significado, no caso, seria a nossa palavra TETA (seio). Agora, imaginem um português lendo: "O medo é a qualidade de quem não tira as teias de aranha do teto, temendo que o teto caia." (John Garland Pollard). Imagine o que ele pensará à princípio, vivendo uma vida inteira na qual essa palavra tem um significado bem diferente, convenhamos.

E então, como fica tudo isso? Nosso idioma está mais para a fusão de dialetos africanos, indígenas e europeus do que para o PORTUGUÊS propriamente dito. E, para comprovar o que eu escrevo, basta ouvir um angolano e um brasileiro falando. Quais deles mais se assemelham com o de Portugal? (momento "pergunta retórica" finalizado.)

Com isso, podemos perceber que a citação do início da postagem está equivocada por dois motivos:


1° Não torna mais fácil nem na língua falada...
2° E muito menos na língua escrita, pois cada país pensa o idioma de forma diferente.

E, então? O que fazemos? Ficamos parados e começamos agora a treinar nos posts a nova regra ortográfica? Ou nos negamos a fazer parte desse joguinho político? Estamos falando do modo gráfico do nosso idioma, a maneira como nos expressamos. Não quero sentir minha idéia incompleta e despida ao escrever uma IDEIA errada, que não me represente. Quero ter esse idioma nosso ao meu dispor, pronto a seguir qualquer regra dos meus devaneios. Eu quero meu idioma singular, único, mesclado com pés-de-moleque, sutiãs, xampus e laranjas.

Eu quero um idioma brasileiro...
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Eu quero o que já temos e estamos com o tempo contado pra perder.