quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eis que surge um lado oculto


Chega! Por mais diferentes que sejam as personalidades existentes, ouso arriscar uma generalização. Há a hora de explodir. E como há! Embora, como já escrevi, existam as diferenças, não consigo imaginar que uma pessoa passe por essa vida sem explodir uma única vez. O famoso "chutar o balde" ou o "pau da barraca", sinta-se à vontade para escolher. Ah, e por favor, não negue. Mesmo que tenha sido no seu íntimo ou trancado num lugar isolado, não negue que você já quis esganar alguém. Negue pra mim, mas não negue pra si mesmo.

Mas, afinal, o que nos leva a esse ponto? O que nos leva a dispensar toda e qualquer razão (embora juremos que a usamos em momentos como esse), a nos despir do bom senso e partir para a agressão verbal ou aos piores pensamento que já vagaram pelas nossas mentes? O quê? O que nos leva a visualizar mentalmente a odiosa pessoa e examiná-la tão cruelmente que nada de bom encontramos nela? E, se tomados de um pingo de sensibilidade, conseguimos ver algo digno nessa pessoa, por que esse ato parece tão farsante?

Sinto muito se, em algum momento, lhe ofereci a ilusão de concluir esse meu desabafo com respostas para as indagações acima, pois não poderei fazê-lo. Embora, é claro, tenha tentado (sem sucesso) chegar a essa conclusão de forma a lhe oferecer um passo-a-passo de como essa situação vai acontecendo e de como evitá-la. A única coisa que resta a dizer é que somos humanos, dotados de sentimentos e que há pessoas que têm a "capacidade", digamos assim, de despertar em nós instintos animalescos.

Há quem diga que a vida é assim mesmo, que a gente encontra pessoas assim e vai encontrar pelo resto da vida. E há também quem diga que, de acordo com o ponto de vista de outra pessoa, esse alguém que desperta o pior dos sentimentos pode até ser eu. Ou você. Vai saber...
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Mas é claro que não queremos ouvir isso.

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