domingo, 11 de abril de 2010

Carpe Diem...


Eu estava em um lugar totalmente desconhecido, mas, em nenhum momento, me senti perdida. Eu não sabia mais o caminho de volta, pois outros pensamentos, desconexos e sem sentido, haviam tomado minha mente. Eu pensava em milhares de coisas e sequer sabia em qual rua deveria seguir. Eu perguntava as pessoas, confiante, dependente, e seguia para um lugar que eu não tinha mais em mente. De repente, meus lábios entoam: Carpe Diem!

A chuva veio. Ela, que havia parado há poucos minutos, retornava forte, decidida a me molhar. E eu somente seguia pra não sei aonde. Cheguei ao meu destino, totalmente molhada: meus pés nadavam dentro do meu tênis. E, mesmo assim, me vinham duas palavras: Carpe Diem!
No ônibus eu segui lendo, totalmente concentrada quando, de repente: Carpe Diem! Fechei o livro por alguns instantes e meu pensamento foi longe. Me dei conta de que eu nunca mais estaria ali, de novo, naquela liberdade, com a chuva gélida, com o tempo todo a meu dispôr, podendo seguir em qualquer rua sem ser escrava do tempo. Eu estava ali e podia tudo. O tempo podeira passar, eu não ligava; se ele quisesse parar, eu não daria a mínima.

Me dando conta disso, olhei perplexa para os lados e vi apreensão nas faces que me rodeavam. Todos ali, praguejando o mal tempo, totalmente submissos ao relógio que traziam em seus pulsos. E eu? Carpe Diem! O dia foi totalmente meu: com meus pensamentos, minha leitura, meu tênis molhado. Eu estava no paraíso terreno e me senti muito bem.

O presente é efêmero, talvez ele sequer exista. O que existe, na verdade, é uma sequência de atos, que tentamos aproveitar. Um dia esse esquema no qual as pessoas vivem, em pleno século XXI, vai bater a minha porta, vai entrar e, talvez, fiquemos sentados no sofá da sala enquanto ele me prenderá em suas teias através de um marketing bem feito. Talvez eu caia nele, como muitos. Talvez não. Só sei que uma pessoa disse uma vez: "a felicidade está nas coisas simples da vida", ela está num dia chuvoso e gélido no qual uma pessoa anda sem rumo. Ela está, também, à nossa porta, basta que ouçamos seu chamado, que a deixemos entrar e...
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... que aproveitemos o dia...

2 comentários:

  1. olá, você tem um belo blog,
    adorei esse post;
    quando der, faça uma visita ao meu blog, tenho certeza que irá gostar :)

    http://kastone.blogspot.com/

    beijos;

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  2. Carpe Diem... ultimamente não tenho tido muito tempo para isso. Talvez, possa pensar no assunto, a qualquer hora, rs.

    Ah, usei seu comentário sobre as pulseiras do sexo como post lá no Idiotizando... passa lá!


    Beijos

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