segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sem Motivo...



Eu canto porque o instante existe
e minha vida não é completa, é pouca.
Não sou alegre nem sou triste
- sou louca.

Irmã de coisas fugidias
sinto gozo, tormento e mansidão.
E atravesso meus dias e noites
imersa em solidão.

Se desmorono, me edifico;
se permaneço, me desfaço.
Não sei, talvez...
Talvez eu me seja aos pedaços.

Sei que canto e cantar é tudo
e a eternidade justifica o que me mata.
E sei que tudo acaba num minuto
de forma ingrata.
.
Parafraseando 'Motivo', de Cecília Meireles...

4 comentários:

  1. Obrigada pela visita no blog ^^

    Cecília é muito maravilhosa. Me identifico demais com suas poesias, e essa que vc postou é linda.

    Bjins =*

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  2. Que lindo .

    http://jessyfreitas.blogspot.com/

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  3. Sua poesia chegou em um momento certo para mim, me reconfortou de forma estranha, mas me reconfortou. Deu-me coragem para enfrentar algo muito chato que estou vivenciando há alguns dias. Saber de meu mundo e de minha fantástica loucura é grande. E você me fez saber que há como ser forte.

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  4. Cecília é uma poetisa que se fez presente para mim, por causa de um recital que fizemos sobre ela na quarta série. Nunca me desligo dela por completo, vira e mexe, acabo lendo-a de novo. 'Motivo', sei quase de cabeça. Cecília já tinha nessa poesia uma coisa meio alegria mórbida, não acha? "E um dia sei que estarei mudo, mais nada", é a morte, não é? A razão da vida dela não se esgota, pois a canção não se esgota, apenas a própria Cecília mortal. Gostei muito de sua versão, ficou intensificada, para mim. Gostei da troca de 'poeta' por 'louca', e a vida é mesmo pouca, mal dá tempo de se completar. Amei muito a finalização 'e a eternidade justifica o que me mata'. Perfeita. E TE parafraseando, te encontro no próximo post rs

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