quinta-feira, 1 de julho de 2010

Soneto de um momento...


Sou o vento, sou a brisa, sou farsante
corro ao tempo e sopro inverdades,
salpicadas com temperos de maldades
Pra, no fim, resignar-me ofegante.

Completissimamente iludida
permaneço mirando o abismo.
'Sou o vento', grita o falso otimismo;
Sou a brisa verdadeira e vendida.

Sou o vento que anuncia a sua morte.
A sua partida acabada e sem sorte
foi encerrada. Dê-me a mão, venha comigo.

Sou a brisa adorada pela terra,
sou aquela que na paz declara guerra
e vende a alma aliada ao inimigo.

Um comentário:

  1. Estava um pouco sem tempo fiquei alguns dias sem vir aqui. Seu blog está diferente, mais atraente e moderno.
    Gostei demais.
    Os posts maravilhosos... como sempre.

    Beijos

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