quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TAG: Dias da Semana em Livros

Encontrei essa TAG no blog Cafeína Literária. Pelo que li, ela foi criada pelo Garota It e consiste em escolher um livro de acordo com a descrição de cada dia da semana.  Achei bastante divertida e resolvi trazer aqui para o blog.

Como não tinha nenhuma ilustração para a TAG (não que eu tenha encontrado na minha busca), desenvolvi essa arte básica para "não deixar em branco". Vamos a ela, então.

Não consigo ficar em um só livro nessa opção. Dois livros são os que eu nunca queria que terminassem; ambos li na época em que estudava na Unifesp: um eu li porque é um clássico e o outro li por indicação de uma professora. 
O primeiro é Cem anos de solidão, do García Márquez. A história dos Buendía é tão envolvente que eu gostaria que fosse um livro para ler durante toda a vida.

O segundo livro é o Quarup, do Antônio Callado. Um livro extremamente enriquecedor e que me fez pensar a história do país mais criticamente e entender as nuances do regime ditatorial no nosso país em esferas que eu nunca havia imaginado.

Napoleão, de Stendhal, é este livro que estou com preguiça de começar. Não sei o motivo ao certo, mas só sei que toda vez que olho para minha estante e vejo esse livro me dá uma vontade de procrastinar, rsrsrs... De tirar a meta de leitura de 2015 e deixar em aberto. Já li resenhas ótimas sobre o livro e, por isso, minha teoria está na capa. Talvez ela não me inspire muito.

As Principais Teorias do Cinema é o livro. Não me importo de lembrar o nome do autor e, inclusive, não coloquei em nenhuma lista de leitura (eu tenho o hábito de montar listas de livros lidos desde meus 11 anos). É como se fosse um livro fantasma para mim. Quem sabe, estudantes de cinema tenham a agradecer a esse livro? Eu não tenho. Passei minhas férias escolares "terminando" essa leitura a qual eu mesma me obriguei.
Já ouviu a máxima: "Uma pessoa que não gosta de ler diz isso porque ainda não encontrou o livro certo"? Digamos que se esse for a primeira experiência de leitura de alguém, a pessoa irá correr de tudo que em forma de livro. Totalmente didático e com uma linguagem técnica reservada ao pessoa da área.

A história sem fim, do Michael Ende, foi um livro que não consegui terminar. Desde os idos 2008 até hoje. E essa interrupção da leitura se deve a um pequeno detalhe: prazo de devolução. Renovei três vezes (quantidade máxima da biblioteca), não consegui terminar, nunca mais peguei pra ler.
Uma leitura muita boa que tive que interromper, mas que vou retomar. Quando? Não sei, mas vou.

Essa merece uma historinha. Vamos a ela. 

Em algumas estações de metrô de São Paulo têm máquinas que trazem a inscrição "Pague quanto acha que vale". São máquinas que aceitam apenas notas e dão a possibilidade de se pagar de R$ 2,00 a R$ 100,00 por livro. Já comprei vários nesse estilo, inclusive clássicos da literatura universal. E qual nota eu sempre coloco? A de R$ 2,00... Claro. 

Acontece que a vida me pregou uma peça. Das feias. Um dia na correria eu passei por uma dessas máquinas e vi umas burcas estendidas na imagem da capa. (Minha mente capta tudo sobre mulheres muçulmanas). Não tinha notas trocadas, só uma de R$ 20,00. O que eu fiz? Comprei. Assim começou minha história com As andorinhas de Cabul.
Acontece que o enredo é muito manjado. Achei os personagens clichês demais e me desmotivei poque, antes da metade do livro, já tinha sacado como a história se orquestrava. Me senti lendo literatura infanto-juvenil daquelas mamão-com-açúcar.

Por fim, passei o exemplar para uma amiga, mas dei minha opinião "sincera". Não é um livro que eu recomendo. Não desmerecendo o autor nem a obra, mas para mim não é um bom livro.

Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, é o livro. Ainda não comprei, mas estou a apenas um passo de fazê-lo. O empecilho é que a cada fim de semana livre que tenho, acontece algum pepino para resolver.
Conheci esse livro através da análise da música Alucinação, do Belchior. O trecho "Longe o profeta do terror / Que a laranja mecânica anuncia / Amar e mudar as coisas / Me interessa mais". Eu tentei entender e fui pesquisar o que era a tal laranja mecânica (??). Acabei achando que era uma referência ao filme e, consequentemente, descobri o livro.

Me lembro até hoje quando terminei de ler Anos Rebeldes, de Gilberto Braga. Terminei a leitura achando que tudo era real e fui reler a contracapa pensando que tinha deixado passar alguma referência. E tinha mesmo. Não havia lido com atenção que o autor fazia um casamento perfeito entre ficção e realidade, ou algo assim.
Quando eu li "ficção" não acreditei. Era tão real, tão real mesmo para mim que eu quis recomeçar a ler para entender as passagens com outros olhos.

4 comentários:

  1. Essa tag é demais! hahahahaha Passo horas assistindo vídeos dessa tag no youtube! Ela é demais! hahahah
    Quero ler Anos Rebeldes, parece incrível <3
    Parabéns pela organização e capricho com o blog! Adoro ficar por aqui. Sou sua leitora!
    Beijos carinhosos,
    Vitoria!
    P.s: saiu a nova parte da web Caso 54 - Tales, vem conferir! http://lonelyfireflies.blogspot.com.br/2015/01/web-caso-54-tales-capitulo-2-parte-2.html#.VMlhJ_nxrvc

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  2. Essa tag é muito legal!
    Adorei suas escolhas, sou doida para ler História sem Fim. Laranja Mecânica está na minha meta desse ano!

    Beijos!

    http://deixaelaler.blogspot.com/

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  3. Adorei a tag. E adorei também suas escolhas, apesar de não conhecer alguns deles.
    Assisti o filme de Histórias Sem Fim quando era pequena e amava (ainda amo), então acho que ia amar o livro também.
    Amo Laranja Mecânica, estou louca para comprar o livro. Mas estou tentando comprar a edição especial de 50 anos, que é de capa dura e linda de morrer, mas é um pouquinho caro, srsrs.
    Beijos!

    www.umolhardeestrangeiro.blogspot.com

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  4. Já tinha visto essa TAG, muito divertida mesmo.
    Quero muito ler esse livro de sexta, o Laranja Mecânica. Só vejo elogios dele, e quero ler antes de ver o filme.

    Abraços
    garotoincomum.com

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