quarta-feira, 18 de abril de 2018

Altos e baixos

Reprodução/Pexels
Tem dias em que dá uma vontade súbita de abraçar o mundo, de fazer tudo o que está na lista da pendências e depois sair pra aproveitar o solzinho que resolveu visitar a cidade. Essa vontadezinha que surge sem explicação aparente parece um combustível que faz meu corpo despertar e perceber que há muita vontade de viver e de aproveitar todas as oportunidades possíveis.

Mas tem dias em que tudo o que eu quero fazer é ficar com o celular na mão revendo as fotos que tirei com a família e amigos antes da viagem. A saudade bate forte, bate cruel, bate impiedosa e eu me sinto encurralada e perdida.

Antes eu pensava que os dias mais frios seriam necessariamente os mais tristes e até fiquei preocupada pelo fato do inverno perdurar para além da primavera. Mas daí a vida foi acontecendo e eu percebi que não é bem assim que as coisas funcionam.
Os dias, sejam eles os bons ou os maus, simplesmente surgem, sem aviso e sem cerimônia. É um baque ter que enfrentar essa surpresa constantemente, mas a gente vai levando.

Os amigos feitos aqui nessa nova cidade ajudam muito, mas há vezes em que eles próprios estão tão perdidos e confusos quanto eu.

Antes eu pensava que o simples fato de viajar seria uma aventura que por si só ocuparia minha mente e meu tempo. Mas a verdade é que a vida não é suspendida durante o intercâmbio e suas crises, pensamentos e questionamentos continuam ali, só que somados à uma saudade constante com a qual você aprende a conviver. Claro, há também os lugares e as pessoas novas que você conhece pelo caminho, mas a vida continua ali. Você se vê tentando crescer como pessoa enquanto entende que aquilo que temia por ser desconhecido tem muitos terrenos conhecidos.

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